sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Os exterminadores de futuros .

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As liberdades civis e os direitos humanos exigem de nós uma convivência diária com o outro,
com o próximo,
com o diferente,
com o divergente.
Enfim, com quem ou o quê não gostamos.
A vida não nos dá licença para matar e exterminar quem ou o quê nos incomoda.
Por isso, vale repetir o que eu já disse aqui em meados do ano.
A Covid-19 é uma doença agravada pela dificuldade de respirar.
O racismo também.
Mas o direito de respirar, vital na forma concebida por Deus,
não pode ser retirado do homem,
pelo homem,
pelo preconceito.
A ninguém foi dado o poder de decidir quem deve viver e quem deve morrer… com base na cor da pele,
dos olhos,
dos cabelos,
enfim, dos códigos genéticos.
Somos os verdadeiros exterminadores de futuros,
de vidas,
de sonhos,
de planos,
de famílias e de crenças.
A ninguém foi dado o poder de sufocar a vida e os sonhos de ninguén,
com base na etnia,
na língua,
na origem,
na história ou na geografia.
Não basta mais gritar que “vidas negras importam”.
É urgente agora provar que vidas negras importam “também” nas salas de aula, nas carreiras profissionais,
nas grandes empresas,
nos cargos de chefias,
nas artes,
no teatro,
no cinema,
na cultura e na ciência em geral.
Somos os verdadeiros exterminadores do futuro.
Tudo isso sem que se trate de exceções, superações ou sobreviventes.
O racismo é uma aberração insuportável. O racismo é um vírus irrespirável.
Que venha a vacina!.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Reciclagem humana

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É cada vez maior o entendimento e a convicção de que não se trata mais de as pessoas dizerem que não são racistas.
Se trata agora de as pessoas se declararem antirracistas, contra o racismo.
Hoje, as pessoas não podem mais simplesmente se proteger na mera alegação de que não discriminam esse ou aquele.
Hoje, as pessoas precisam, sim, se posicionar contra a discriminação,
contra o preconceito, em qualquer circunstância.
Não só as pessoas, mas também as empresas.
As empresas precisam educar e se reeducar.
De qualquer natureza ou segmento, as empresas precisam se preocupar com quem contratam,
direta ou indiretamente.
Principalmente para os serviços terceirizados, que se relacionam com as atividades-fim.
Cuidados precisam ser redobrados, multiplicados, para se evitar uma crise de marca, imagem ou reputação.
Em escândalos de grande porte ou impacto, não basta nota ou Comunicado prometendo providências imediatas e apurações rigorosas.
Isso é o óbvio e é inócuo diante de uma comoção nacional ou uma repercussão internacional.
Também não basta anunciar a demissão sumária dos envolvidos e o cancelamento do contrato de serviços.
Em casos excepcionais, a sociedade e a opinião pública precisam acreditar que, mais importante que a gestão operacional e financeira,
é promover uma gestão de atitudes, reciclagem, treinamento ou re-treinamento dos funcionários essencialmente em termos de valores, princípios, compromissos e responsabilidades corporativas.
Em atos e fatos letais, a sociedade e a opinião pública precisam acreditar que as empresas compartilham a dor,
o repúdio,
a indignação,
o sofrimento e as condolências.
Enfim, todos nós precisamos melhorar como pessoas,
seja como pessoas físicas,
seja como pessoas jurídicas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O vírus da ignorância

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Não podemos esquecer que,
de certa forma e de várias formas,
todos fomos igualados pela pandemia. De modo que não deveria caber a ninguém se achar melhor,
superior ou absoluto.
Alguns desceram ao ponto de não aceitar sequer ser chamados de cidadãos.
Esses parecem orgulhosos por não terem aprendido que cidadãos são todos aqueles que compreendem os seus papéis,
os seus compromissos e as suas responsabilidades.
O Brasil é formado por 27 unidades federativas,
e não por 27 Brasis independentes.
O Brasil é habitado por mais 212 milhões de brasileiros,
e não por 212 milhões de médicos, imunologistas ou epidemiologistas.
Distorções ocorrem, e pessoas morrem porque somos 212 milhões de viciados, viciados em muita ignorância popular e pouco conhecimento científico.
Além de muitos direitos e poucos deveres.
Ou pior ainda: 212 milhões de viciados em nenhum dever,
nenhuma obrigação com nada e com ninguém.

domingo, 22 de novembro de 2020

Ser desumano também é um vírus

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Depois de desembarcar no Brasil mais cedo do que esperávamos,
o coronavírus só vai embora mais tarde do que desejamos.
A segunda onda chegou sem pedir licença,
antes mesmo de a primeira onda ter acabado.
Curioso é que grande parte da culpa não é só do vírus;
é também nossa.
Nossa porque ser desumano também é um vírus mais fatal, quanto o próprio coronavírus.
Espantoso como nem uma desgraça é capaz de melhorar os seres humanos. Não aprendemos nada com as guerras, as revoluções,
as escravidões,
os genocídios,
os extermínios e os holocaustos.
Seguem frequentes nas ruas as brigas e as confusões envolvendo máscaras, cloroquina e quarentena.
A pandemia virou plebiscito.
São cada vez maiores os abusos, absurdos e excessos de pessoas dispostas a criar suas próprias leis,
suas próprias regras,
e adaptá-las às suas próprias vontades, verdades ou mentiras.
Parece difícil a essa gente entender que, pelo bem de todos,
uma pessoa não pode escolher somente o bem dela,
principalmente quando o que ela acredita ser o bem dela é errado para o bem todos.
Não para todo mundo,
mas para quem podia e ainda pode,
o isolamento social deveria ser entendido como um ato de amor pelo outro e pela própria vida;
em vez de ser combatido até hoje por quem despreza o próximo,
ou despreza a si mesmo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Vidas negras importam

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Pouca coisa a comemorar e muita a denunciar.
Persistem apartheids reais,
exclusões e assassinatos cotidianos.
Ouvimos o grito no ano da pandemia: "Vidas brancas importam".
Resta responder para quem importam.
Um desafio para todos nós.
O mundo brasileiro foi idealizado para facilitar a vida do homem branco.
No polo oposto, todas as dificuldades para a mulher negra.
É uma construção real que fica naturalizada pelo uso cotidiano.
Perdemos a noção dos privilégios pela diluição no tempo histórico.
Temos de aprender a viver juntos como irmãos ou perecer juntos como tolos.
Essa revolução é uma luta de todos.
Todo mundo tem uma voz, não ouse ficar calado, se você não diz nada, você é um acessório para a violência.
Deixe essas palavras secarem as lágrimas do meu povo que está chorando, podemos trazer de volta a esperança, mas não as pessoas que estão morrendo.
É o que acontece quando as pessoas que você oprimiu pedem mudanças em um país que eles construíram,
mas você as ignora e nega.
Isso para Sandra Bland, George Floyd e toda brutalidade policial familiar interveio e destruiu.
Casal policial ruim não pode definir todos os outros garotos,
então todo policial bom precisa se levantar e fazer barulho.
Preto, branco, asain não importa, porque não podemos evitar,
então vamos todos nos unir e, sim, ficar irritados com as pessoas que acreditam que o racismo faz sentido em um país construído com base no trabalho escravo minoritário empregado.
Veja ninguém nascer homem racista, é algo que você aprende
Profundamente enraizado no seu cérebro desde o dia do seu nascimento.
Acho que é hora de consertar todas as pontes que queimamos, e deixar o amor sair de nossos corações nas bochechas que viramos.
Espalhe amor, mostre amor, vamos nos livrar dessa maldição.
Não espere que alguém vá primeiro, pois essa é a única maneira de vermos a paz na terra.
Vermelho é a cor que todo ser humano sangra.
Então, vamos nos unir policiais e intermediários pelos direitos de todos na humanidade.
Vidas negras importam não devem irrita-ló ou fazê-lo gritar.
Todas as vidas importam porque não somos tratados igualmente.
Lembra quando éramos crianças e não víamos cor e quando brincávamos no jardim de infância e eu te chamei de meu irmão.
Então nós crescemos e eles nos ensinaram que deveríamos odiar um ao outro, embora, todos nós viemos de nossas mães.
Por isso, eu quero que vocês entendam que o ódio não é uma característica,
foi aprendido quando começou a desigualdade racial.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Poema sobre o segundo turno

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Os resultados do primeiro turno do Rio de Janeiro já eram previstos pelas pesquisas.
Pesquisas que, como eu sempre digo,
já fazem parte das nossas rotinas e boas práticas democráticas.
Mas os números do primeiro turno no Rio vão e falam além das pesquisas.
O que os números dizem é que Eduardo Paes vai para o segundo turno com um favoritismo confortável em relação a Marcelo Crivella.
Daí que, em geral, num segundo turno de qualquer eleição,
os desafios de quem fica em segundo lugar são sempre bem maiores.
Um deles é atrair os votos que não recebeu no primeiro turno.
Outro é tentar reativar os votos nulos, brancos ou abstenções,
e reverter esses votos inválidos em votos válidos a favor.
Nesse caso dos nulos, brancos e abstenções,
o problema é que eles vêm de eleitores convictos, ou seja, eleitores determinados a invalidar já no primeiro turno,
quando ainda existem muitos nomes à disposição.
Há também, para alguns candidatos,
o esforço de superação visando administrar um alto índice de rejeição.
Se não for reduzido, esse índice pode acabar beneficiando o concorrente menos indesejável.
Enfim, realmente, o segundo turno representa uma nova disputa,
mas é uma nova disputa que não zera as circunstâncias herdadas do primeiro turno.
Nem de facilidades,
nem de dificuldades,
nem para o bem,
nem para o mal.
Resumindo: o segundo turno é uma nova chance para todos.
Principalmente para o segundo colocado.

Poema sobre os novos eleitos

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A ideia de que o presidente Bolsonaro é o grande perdedor das eleições municipais é uma ideia meio mussarela eufórica, meio calabreza precipitada.
Bolsonaro apoiou este ano uns 60 candidatos em todo o país, mas só uma dúzia se elegeu. Realmente,
isso é pouco para um político até então visto como um fenômeno eleitoral.
Em compensação, o Centrão foi um dos grandes vitoriosos,
ganhando capitais e cidades importantes que estavam sob administração do PT, MDB e PSDB. Realmente, isso não é pouco considerando que hoje esse bloco é aliado do presidente.
É verdade que Bolsonaro abriu mão de sua posição de estar sem partido,
o que permitia a ele não se manifestar a favor de ninguém.
Assim como também é verdade que o presidente fez uma jogada de puro cálculo político,
quando decidiu declarar seu apoio pessoal a candidatos com forte apelo junto ao eleitorado evangélico.
Um segmento que representa parte de suas bases populares.
Daí que, em tese, o que o presidente tem diante dos resultados de 2020 não passa de um empate técnico, de pouca serventia agora para determinar o que vai acontecer em 2022.
A vantagem para Bolsonaro é que esse grito de alerta das urnas veio dois anos antes;
portanto, a tempo de corrigir rumo, discurso e comportamento.
Indiscutível mesmo é o fato de que, mais uma vez,
a democracia saiu vitoriosa e invicta das urnas.
Mesmo em tempo de populismo, polarização e coronavírus,
a democracia segue vacinada, imunizada e revigorada.
A democracia é um antídoto contra as praga,
às vezes falha,
mas em geral funciona.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Resposta curta

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Todos os homens são babacas? 
Não.
Todas as mulheres são legais?
Não.
Todos os homens são ogros?
Não.
Todas as mulheres são gentis?
Não.
Todos os homens prestam?
Não.
Todas as mulheres são dignas?
Não.
Todos os seres humanos são controversos?
Sim.
Todos os seres humanos têm defeito de fabricação?
Sim.
Todos os seres humanos precisam encarar o espelho?
Sim.
Todos os seres humanos precisam entender o e daí?
Sim.
E daí que nem todos os homens prestam?.
E daí que nem todas as mulheres são legais?.
O que importa não é como o outro age
Mas sim como você se impõe e interage.
Aos babacas, mostre sua sensatez.
Aos chatos, mostre que você é legal.
Aos mal educados, mostre sua educação.
Aos ignorantes, mostre firmeza na ação.
Aos perversos, mostre seu distanciamento.
Aos mentirosos, mostre sua hombridade.
Aos amigos, mostre lealdade.
A sua família, mostre amor e gratidão.
A você, mostre amadurecimento e evolução.

domingo, 15 de novembro de 2020

Poema sobre as eleições de 2020

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Na época que antecede as eleições, algumas pessoas pensam estar numa guerra à moda dos filmes americanos, que eleva os homens de valor e seleciona os bravos e destemidos.
Sempre são pessoas que se engajam na disputa como funcionários descartáveis, colaboradores ou fracos idealistas e confundem campanha eleitoral com política.
Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição.
E estes , desprovido de criatividade, originalidade, que tanto incomodam nas redes sociais e na mídia,
sem ter sequer uma causa própria, esquecem que um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.
Eles deveriam saber que o ser humano sendo um animal político, não quer dizer que é essa atividade de fuxico que se referia.
Pois estas pessoas estão por demais inseridas na nossa podre estrutura partidária, onde:
Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstrata de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos.
A política é aquela que humildemente pregavam Madre Teresa de Calcutá e Zilda Arns, que, não se enganem,
não faziam caridade,
mas defendiam liberdade e um Estado mais humano e lutavam contra a máxima de Voltaire:
Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros.
Ao que parece, estes que confundem política com campanha são os mesmos que desacreditam a educação e a filosofia,
que a eles não ensina a pensar.
Por isso, não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural e nada deve parecer impossível de mudar.
É de grande importância para o eleitor não eleger pessoas que não apresentam nenhum preparo intelectual,
ético, moral e espiritual para exercer os cargos públicos de tamanha grandeza no seu município ou cidade.
Pois infelizmente as nossas cidades têm sofrido muito nos últimos anos pelas nossas péssimas escolhas principalmente, para o Poder Legislativo Municipal.
Não votem de maneira equivocada por amizade,
parentesco e coleguismo em vereadores que não têm a maior condição de nos representar no parlamento.
Todos nós somos co – responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso dos nossos municípios,
desde que votamos de forma responsável ou irresponsável em candidatos sem compromisso com o bem Comum.
E para isso, não precisamos mergulhar na história política do Brasil,
que os exemplos de maus políticos estão em evidência.
A boa ação dos políticos após as eleições é vestir as sandalhas e visitar as comunidades pobres para ficar bem informados daquilo que o povo precisa;
andar com o povo e viver com o povo.
Dada de amar o povo quando querem voto para depois, o abandonarem e só andar de helicopteros,
valendo-se da continuidade dos outros que passaram pelo mesmo tapete,
pois quando falam da continuidade dos ideais dos outros compatriotas,
significa que tambem sairao de Maputo a catembe de helicóptero, da Munhava a Matacuane de helicopteros.
Por isso, votem consciente, mesmo você sendo inconsciente a muito tempo.
Avaliem o seu prefeito e vereador no seu município.
Pois antes de renovar a Câmara e a prefeitura, precisamos nos renovar mentalmente.



Uma excelente votação e boa sorte.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Poema sobre o recomeço americano

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É hora de curar as diferenças,
curar as feridas e curar a alma do país.
As eleições dividiram os EUA politicamente,
mas não podem dividir a nação.
Donald Trump está demitido da Casa Branca,
e não há nada que possa fazer,
senão passar os próximos dias e meses se lamentando nas redes antissociais.
Até as emissoras de TV aliadas,
incluindo a Fox News,
decidiram negar a ele espaço para tentar difamar e desmoralizar a democracia americana.
Como eu descreve aqui em setembro:
Liberdade de expressão não pode servir para proteger injúria,
calúnia,
difamação,
notícias falsas,
ataques à honra,
atentados à reputação ou ameaças de morte.
Liberdade de expressão não pode servir para patrocinar ódio,
rancor,
racismo,
homofobia,
preconceito e discriminação.
Liberdade de expressão não é liberdade de desinformação em massa,
com fins destrutivos,
hediondos e medonhos.
Aprendiz de presidente,
Trump perdeu para ele mesmo e perdeu para a Covid-19.
Sim, porque o resultado apertado a favor de Joe Biden mostra que,
se não fosse o desprezo de Trump pela doença letal,
até seria possível uma vitória dele folgada.
Certamente, quase 250 mil mortos abriram covas em milhões de lares e corações magoados ou ressentidos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Poema sobre as pesquisas americanas

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A imensa onda vermelha de votos em Donald Trump nada tem a ver com falhas nos institutos que medem as intenções dos eleitores.
Tem a ver com a tendência de que, quando se trata de pesquisas,
muitas vezes as pessoas mentem. Mentem sobre eleições,
mentem sobre sucesso ou fracasso profissional,
mentem sobre alegrias ou tristezas pessoais,
mentem sobre sexo,
mentem sobre tudo.
O que estava em jogo nas eleições americanas este ano eram temas delicados,
como o racismo,
a imigração,
a democracia,
as liberdades e as instituições.
Nem todos estão dispostos a tirar suas máscaras de simpatizantes do Klan para confessar votos num presidente considerado pelos vizinhos como sociopata feroz e indigno do cargo e dos valores americanos.
Não foram só 70 milhões de votos em Donald Trump!.
Foram 70 milhões de votos de pessoas para quem vidas negras não importam; 70 milhões de votos de quem apoia ideias supremacistas e negacionistas;
70 milhões de votos de quem não respeita liberdades, diferenças ou divergências;
70 milhões de votos de quem aceita mentiras oficiais e atentados contra fatos, verdades, ciências, jornais e livros além de desprezo pela vida dos outros, pela vida dos enfermos e pela vida em geral.
Quando erram ou quando acertam,
as pesquisas só refletem, sempre refletem, o caráter dos eleitores.
No caso dos EUA, os 70 milhões de votos a favor de Trump refletiram o caráter da nação.
Ou, pelo menos, de metade dela.
Por tudo isso, muito mais e todo o resto, parem de falar mal das pesquisas.

Poema sobre o sentindo da vida

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Nós podemos querer ser médicos, advogados, jogadores de futebol, professores e enfermeiros.
Mas se eu pudesse opinar para todos vocês que me acompanham, queiram ser seres humanos que respeitem os seus amigos,
seus companheiros, colegas de trabalho que com certeza você será uma pessoa muito melhor.
Não queiram ser mais do que o outro, pois cada ser humano é um universo que cobre a terra.
Cada ser humano é um universo, composto por suas particularidades. Com isso, precisamos respeitar fraquezas, defeitos, diferenças e singularidades de cada um.
Nós deveríamos ser estudo nas salas de aula.
Pois compreender o que somos é uma das matérias mais difíceis.
Nós deveríamos entender quem somos, nós deveríamos entender o que é servir a Deus, o que é ama o próximo e o que é ser um humano.
Nós deveríamos desenvolver em cada indivíduo, em cada ser humano, o respeito pelo seu semelhante.
Pois cada ser humano é um universo em crise.
Os seres humanos julgam sempre o caminho mais fácil,
todos adorar o poder de ser juiz da vida alheia e de sentenciar as pessoas de acordo com seus critérios ou conclusões,
mas curiosamente ninguém quer estar no lugar do réu,
o julgado, criticado e apontado, ai as coisas mudam de lugar de ofensor a ofendido.
Nós deveríamos entender que a palavra semelhante que dizer que somos da mesma espécie.
Na medida que cada um de nós tiver consciência que não há nada de diferente que nos separe, nós todos nos respeitaremos melhor.
Pois a diferença da pessoa que limpa o chão e um médico ou um engenheiro, é somente uma diferença de informação,
a pessoa que limpa o chão aprendeu muito pouco, mas ele aprendeu a limpar o chão, ele é tão útil quanto ao médico, e todos tem direito de uma vida digna.
Esse é o sentido da vida.
Não adianta se brigar como se fala muito em direitos humanos,
enquanto metade da população passa fome,
e crianças reviram a lata do lixo para achar comida,
se isso não for corrigido agora mesmo,
nada mais faz sentido pra mim.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Poema sobre o novo presidente dos Estados Unidos

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As eleições do fim do mundo,
do fim dos tempos e do fim da democracia parecem não ter fim.
Joe Biden ganhou na votação direta, popular, e na votação indireta,
a do número de delegados por estados. Só que Donald Trump, como previsto e prometido, decidiu desafiar as instituições e tornar os Estados Unidos reféns de seus insultos, ultrajes e caprichos.
Fato é que a maioria dos americanos preferiu tirar da Casa Branca o líder supremo e supremacista dos Engenheiros Caos.
Até as múmias da Ku Klux Klan sabem que Trump é um incendiário que só ouve a própria voz,
só aceita as próprias ideias e só acredita nas próprias mentiras.
Sendo assim, claro que ele vai querer tocar fogo no país em vez de se render à lei, à ordem e à estabilidade com as quais seu egoísmo e seu egocentrismo não ganham nada.
Trump é aquele tipo de líder que não se curva, não se educa, não se modera,
não se disciplina e não se sensibiliza. Infelizmente, hoje, o tipo de líder capaz de dividir ao meio uma nação, roubando dela pelo menos metade da sua alma;
tudo isso com o consentimento e a cumplicidade de metade dos eleitores.
Daí que, em vez de terra dos sonhos e terra das oportunidades,
os Estados Unidos correm o risco de se tornarem terra da vergonha e terra de ninguém.
Pior que a Estátua da Liberdade, que não vai poder fugir para pedir ajuda ao Cristo Redentor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Eleições Americana

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Se há uma coisa que os EUA têm a aprender com o Brasil, essa coisa se chama eleições.
Para os brasileiros, cédulas de papel, apurações demoradas e regras ou critérios regionais em casos de impasses são estranhas demais num país-símbolo de primeiro-mundo.
Os americanos não contam com tribunal nem autoridades superiores para julgar reclamações ou pendências envolvendo candidatos, campanhas, urnas, votos etc. Cada estado têm seu jeito, seu sistema, sua autonomia, para lidar com cada imbróglio.
Se nada funcionar, o caminho é a Justiça Comum e, em última instância, a Suprema Corte.
Guardadas as proporções e as heresias, a Suprema Corte lá equivale ao nosso STF aqui.
Os EUA não têm um Tribunal Superior Eleitoral, com legislação específica para querelas ou questões eleitorais.
A ideia de ser necessário esperar dias ou semanas para se saber quem será o presidente da maior potência mundial é assustadora até para eleitores brasileiros residentes nos cantos mais remotos do país.
Por tudo isso, muito mais e todo o resto, Donald Trump já avisou que fará de tudo para contestar nos tribunais qualquer resultado que não lhe dê uma segunda vitória.
Trata-se de uma ameaça irresponsável, friamente calculada para tumultuar ainda mais a já combalida democracia americana.
De modo que, se perder, Trump vai preferir virar a mesa, no murro e na marra, caindo matando… 
nem que, para isso, tenha que ferir de morte a sua própria dignidade.
Daí que, em vez de América Grande de Novo, vai transformar o país numa América Cada Vez Menor.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Poema sobre o estupro culposo

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O que podemos e devemos fazer para evitar que meninos se tornem homens estupradores?.
Qual a orientação os pais e mães, a mídia e o marketing têm estimulado nos homens que os impedem de refletir diante  da própria sexualidade. 
Nos casos de estupro que são investigados pela polícia,
a vítima estava dopada ou embriagada e, em muitos casos, estupradores e testemunhas naturalizam o ato pela roupa e comportamento da vítima.
Entretanto, não há como comentar este imbecilidade.
Pois saias não estupram, biquínis não estupram: homens estupram.
Não é possível falar de tudo sempre em todos os parágrafos.
Pois estupro é uma sucessão de pessoas que clamam direito sobre o corpo de uma mulher.
Faz a mulher dúvida da sua própria dor,
enquanto esse mundo todo parece adormecido ou morto, e pra quem é mulher, não sobra nada de flor, ou de um mar de rosas.
Pergunte pro mundo qual teu pecado
para que mesmo sendo uma mulher democrática, intelectual e convicta
A tua vagina não seja o único troféu esperado.
Estupro que se dá numa sala, na alcova,
na família, na igreja ou num refúgio em todas as classes, campos,
terrenos baldios, flancos, formas e posições, não importam!.
TODOS precisam serem punidos severamente.
No entanto, precisamos ensinar que nenhum comportamento justifica violência e estupro.
Não importa o horário, a roupa, o lugar, as companhias, as falas, em hipótese nenhuma o estupro é tolerável ou aceitável.
Os homens devem fugir dessas situações e se for o caso deve acionar uma equipe de socorro pra pessoa que estiver embriagada e fora de suas faculdades normais.
Nunca se aproveitar da vulnerabilidade de alguém para violentá-la.
A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil.
E nós temos um problema social que é a falta de educação de meninos e de meninas, estimular debate entre adolescentes na escola e na família, amparar vítimas com empatia total, e endurecer a lei,  julgar e prender estupradores.
Mas a justiça é uma prostituta de luxo, ela sempre ficará do lado de quem tiver mais dinheiro.
E para ser sincero ela não foi estuprada somente pro um homem.
Mas, ela foi humilhada, vilipendiada, estuprada virtualmente por 4 homens machistas no vídeo.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Poema sobre o novo presidente dos Estados Unidos

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Além de escolher o presidente americano,
as eleições presidenciais dos EUA têm este ano outro desafio monumental,
do tamanho da Estátua da Liberdade.
Elas são um teste para a democracia, um teste de resistência,
um teste institucional,
um teste que vai por em prova a vocação civilizatória e humanitária da nação ainda mais rica,
mais influente e mais poderosa do mundo.
Se esse teste se resumisse à participação dos eleitores,
a democracia já estaria vitoriosa.
Quase 100 milhões de americanos já haviam votado antecipadamente antes da data oficial, que é hoje.
Essa pressa dá boa ideia do clima de ansiedade, expectativa  tomou conta do país.
Ela é resultado de uma polarização que abriu nos EUA um abismo tão assustador quanto aquele que dividiu os americanos na Guerra Civil,
na Guerra de Secessão.
O conflito armado, entre os estados do Norte e do Sul que matou quase 1 milhão de pessoas entre 1861 e 1865.
Atualmente, a periculosidade, a gravidade e a confusão do quadro eleitoral americano são tão grandes e tão profundas que chegaram ao ponto de preocupar inclusive republicanos históricos, como o jornalista Max Boot.
Ultraconservador, ele decidiu optar pelo democrata Joe Biden, justificando da seguinte maneira: “Trump é um sociopata que precisa mais da adoração das massas insanas do que da aceitação das pessoas normais”.
Quando até republicanos ferrenhos declaram votos em democratas,
significa que a democracia corre mesmo perigo.
Mas também significa que há esperança. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Somos os coveiros da nossa própria vida

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Hoje meu poema não é para os que são finados,
mas é para os que vivem com a alma abortada.
Sim, são os mortos-vivos dos tempos atuais.
São estes que estão no nosso meio.
Por isso, eu desejo um feliz dia de finados para você que é tão frio quanto a inocência de um cadáver.
É você que deixa as suas flores para serem entregue somente no dia de finados.
É você que só reunir-se em volta de um caixão, e nunca em uma mesa para almoçar em dias neutros.
É você que chora, é você que homenagea aquele indivíduo que nunca lhe ouviu dizer: " Eu te amo".
É você que procura aquele ou aquela pessoa em caixões fechados e soterrados não somente por terra, más pelo coração ausente de sentimento.
É você que expressa sentimentos sinceros ou não sinceros pro aquele que já se foi.
É você que não só enterra o corpo de outrem, como enterra o vossos corações.
As pessoas infelizmente só conseguem expressa sentimentos em que já se foi, e nunca naquele que ainda estar presente.
Por isso devemos também comemorar o dia dos mortos-vivos.
Talvez consolidamos esse dia em que seremos desumanos e negacionistas.
No dia em que seremos uma aberração ou uma espécie em extinção.
Pois somos os coveiros da nossa vida e dos nossos entes mais queridos.
É o dia da nossa própria mortificação.
É o dia da nossa falta de humanização.
É o dia em que os mortos enterram os seus mortos.
Portanto, vamos nos abraçar, vamos dar flores, vamos chorar, vamos encontrar aquele ou aquela pessoa em que amamos urgentemente, pois todos têm, outrossim, direito à valorização.
Tudo isso precisa ser feito hoje, enquanto estivermos vivos; si é que estamos ainda.
Senão tudo isso se fará em um lugar aonde ninguém quer ficar, aonde ninguém se imagina que um dia vai estar.
No entanto, não procurem por alguém nos campos-santos,
aonde nem chegaram a estar.
Pois lá, só foram largados os despojos que nos serviram de invólucros,
por um tempo predeterminado do primeiro ao último respirar.
Procurem em suas lembranças;
É lá que querem estar, até que tu mesmo, de ti não te lembres mais.
Pois tudo passar e tudo passara como o frio de inverno.
E no final de tudo, aqueles  ou aquelas que amamos nunca morrem,
apenas partem antes de nós.

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