quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Poema sobre o Estado esmagador

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Há uma decisão dos estados de congelar o ICMS sobre os combustíveis.
Como se sabe, o Conselho Nacional de Política Fazendária congelou o imposto por 90 dias, até o final de janeiro.
Com isso, os secretários estaduais falam em dar sua “contribuição” para tentar segurar os preços nas refinarias e nas bombas.
Por trás dessa bondade, o Confaz quer mostrar que a responsabilidade dos aumentos, que já passam de 50 por cento este ano, não é do ICMS.
O peso do tributo estadual é calculado com base no preço médio ponderado ao consumidor final.
Se este preço médio sobe nos postos,
o peso do ICMS também sobe.
Logo, a origem das altas não estaria nos estados.
Os secretários de Fazenda afirmam que o problema é nacional, causado por estruturas, conjunturas e fatores federais.
No final das contas, a ideia do congelamento é causar uma situação constrangedora na Câmara, que tem um projeto de lei que muda o cálculo do ICMS a pretexto de reduzir os impactos nos combustíveis e na inflação.
Deputados falam que só o preço da gasolina cairia 8 por cento.
Contudo, o Confaz está pagando pra ver apostando que a matemática não cabe no discurso político.
Nesses discursos sem conclusões imediatas, a única solução é o Brasil e seus governantes deixarem de lado falsos atalhos para tentar resolver nossos problemas ou estaremos eternamente fadados a uma interminável sequência de crises econômicas.
O que não pode continuar acontecendo, é a população trabalhando para carregar o Estado,
ao invés do Estado servir a população.
É preciso defender o Brasil, e não políticos, é preciso que todos defendam o Brasil, não dá para terceirizar a responsabilidade.

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