terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Poema sobre o nome de Deus

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Houve um momento em que Moisés perguntou a Deus: 
"Qual é o seu nome?" 
Deus foi gracioso em responder e o nome que ele deu está registrado no original hebraico como YHWH.
Com o tempo, adicionamos arbitrariamente um “a” e um “e” para obter YaHWeH, presumivelmente porque temos preferência por vogais. Mas, estudiosos e rabinos notaram que as letras YHWH representam sons respiratórios ou consoantes aspiradas. 
Quando pronunciada sem vogais,
na verdade, soa como respiração.
YH (inspirar): WH (expirar). 
Assim, o primeiro choro de um bebê, sua primeira respiração, fala o nome de Deus. 
Um suspiro profundo chama Seu nome ou um gemido ou suspiro pesado demais para meras palavras. 
Até mesmo um ateu falaria Seu nome, sem saber que sua própria respiração está dando constante reconhecimento a Deus. 
Da mesma forma, uma pessoa deixa esta terra com seu último suspiro, quando o nome de Deus não está mais enchendo seus pulmões. 
Então, quando não consigo pronunciar mais nada, meu clamor está chamando Seu nome?.
Estar vivo significa que falo Seu nome constantemente. 
Então, é mais alto quando estou mais quieto?.
Na tristeza, respiramos suspiros pesados. 
Na alegria, nossos pulmões parecem quase que vão explodir. 
Com medo, prendemos a respiração e temos que ser instruídos a respirar devagar para nos ajudar a acalmar.
Quando estamos prestes a fazer algo difícil, respiramos fundo para encontrar nossa coragem. 
Quando penso nisso, respirar é louvar. 
Mesmo nos momentos mais difíceis!.
Isso é tão bonito e me enche de emoção toda vez que me deparo com este pensamento.
Deus escolheu dar a si mesmo um nome que não podemos deixar de falar a cada momento que estamos vivos. 
Todos nós, sempre, em todos os lugares. 
Acordar, dormir, respirar, com o nome de Deus em nossos lábios.
Espero que esta reflexão lhe traga conforto, esperança e alegria ao respirar diariamente o nome de Deus. 
Deus nos ama tanto que nos enche de si mesmo!.
Deus conhecia seu nome antes da criação.
Ele tinha amor e propósito para sua vida desde o início.
Ele vive dentro de você.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Poema sobre os novos crucificados

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Como falar do Crucificado enquanto se ignora os crucificados?.
Jesus não foi o único a ser vítima de um sistema opressor que se achava no direito de matar quem quer que se insurgisse contra a sua tirania.
Em um único dia, legiões romanas crucificaram cerca de 6 mil homens ao longo de 200 quilômetros para conter uma rebelião.
Mas creio que Ele tenha sido o único crucificado a preocupar-se com o destino de quem era crucificado ao Seu lado.
Se os evangelhos fossem escritos por alguns pregadores de hoje, certamente a presença daqueles dois crucificados ao lado de Jesus seria suprimida.
Afinal, pegaria muito mal para o "fundador" de sua rentável religião ser crucificado ao lado de dois meliantes, não é verdade?.
Mas assim como os relatos dos evangelistas não ignoraram a presença dos que foram crucificados ao lado do seu Mestre,
não deveríamos jamais ignorar os que seguem sendo crucificados hoje, entre os quais, podemos destacar as minorias marginalizadas e privadas de seus direitos essenciais, incluindo os Yanomamis, vítimas do descaso genocida do governo anterior.
Não é por acaso que a imagem de um deles em estado grave de desnutrição nos remeta à do Crucificado.
O tratamento que dispensamos aos povos originários,
aos negros,
aos imigrantes,
às pessoas com deficiência,
depõe contra nós como sociedade. Se não somos os "romanos" a fazerem o trabalho sujo, somos os que gritam no pátio de Pilatos: "Crucifica-os!".
Quando não, somos os que assistem apáticos ao suplício de nossos semelhantes, sem considerar que podemos ser as próximas vítimas.
A semelhança entre o Cristo Morto, e o índio Yanomami não é mera coincidência.
Ambos estão despidos de suas humanidades bem como de suas divindades.
Ambos trazem no semblante a dor do abandono.
Ambos, cadavéricos e rígidos,
estão carregados de sofrimento.
Ambos, insepultos.
Diante do índio moribundo estamos nós, e não há como fugirmos dele, fingirmos que não o vimos.
Vimos!.
E em carne e osso.
Pouca carne, muito osso.
Carregado de muitas e indizíveis dores. 
Ah, sim, ouso o profeta Isaías:
“(…) não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele,
não havia boa aparência nele,
para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores,
e experimentado nos trabalhos;
e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado,
e não fizemos dele caso algum.”
Aí você me dirá: é sobre Cristo que Isaías está falando.
Daí eu lhe direi: sim, eu também.
Porque quem não viu Jesus nesse Yanomami não o verá em nenhum outro lugar.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Os holocaustos brasileiros

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Nós tivemos muitos holocaustos brasileiros.
Tivemos o maior de todos, que durou, DENTRO DA LEI, 388 anos,
e tantos outros anos fora da lei,
que foi o holocausto africano.
Perto de  5 milhões de pessoas foram transportadas da África para o Brasil, como mercadorias.
Tantos outros seres humanos foram produzidos aqui para venda.
Mais de meio milhão de pessoas morreram nos tumbeiros, nos navios negreiros, durante a travessia.
Se isso não é um holocausto,
o que seria então?.
E onde estava a igreja durante todo esse período?.
A Santa Igreja Católica Apostólica Romana teve participação fundamental nesse holocausto. Primeiro, declarou, através do seu Santo Papa, que os negros não tinham alma, e por isso tudo era permitido fazer com eles e elas, todas as maldades.
José de Anchieta, o evangelizador de indígenas, às vezes nem se deu ao trabalho.
Primeiro porque os cristãos donos de escravos não iam liberar suas máquinas humanas para ouvirem conversas de um padre.
Segundo, porque o santo padre não tinha o menor interesse neles, já que desprovidos de alma.
A santa madre igreja participou também recebendo escravos como dízimo.
Os protestantes chegam ao Brasil, com fins evangelizadores e igrejosos, já pertinho do fim ou pouco depois do fim da escravidão oficial.
O que os trouxe para cá foi a possibilidade ainda de terras baratas e uso do trabalho escravo.
Foi o fim da escravidão negra nos Estados Unidos que trouxe o protestantismo para o Brasil.
Os crentes que quebraram financeiramente lá, principalmente batistas e outros grupos históricos, vieram para cá se reerguerem economicamente, e já que estavam aqui passaram a pregar a sua fé.
Enfim, os Cristianismos foram fundamentais para o holocausto africano no Brasil e para as justificativas dele.
A carta de Paulo ao escravocrata Filemon, tão usada por eles, que o diga. 
Depois, pouco depois, tivemos o holocausto nordestino dos anos 1932 e 1933, em campos de trabalho forçado ou, se preferirem, campos de concentração.
Fortaleza, capital do Ceará, tinha passado por uma reforma geral no início dos anos 1900, vivendo a sua Belle Époque, inspirada no modelo francês.
A elite estava feliz, a classe média que sempre se pensou rica estava feliz, a Santa Sé estava muito feliz. Mas deu ruim para os sertanejos mais empobrecidos.
A seca dos anos 15 retratada em O QUINZE, de Rachel de Queiroz, e das décadas seguintes, retratadas em VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos, empurrava a população dos sertões para o litoral em  busca de água e comida.
Milhares chegaram à Fortaleza e se instalaram nas praças enfeiando a capital.
Alguns, mais ousados, se deram ao abuso de quererem frequentar  missas e, talvez, até cultos protestantes na igreja batista,
que já estava instalada por ali.
A população rica reclamou com o bispo e com o prefeito.
Pressionado, o governo estadual, em parceria com o federal, atendeu,  retirando toda aquela gente pobre do campo de visão dos cristãos ricos. Foram levados para os campos de trabalho (1915, 1932 e 1933), onde foram submetidos a trabalhos forçados em troca de água e comida  e depois deixados lá para morrerem de fome, visto que o governo entendeu que com a volta da chuva, tudo estava resolvido para aquelas pessoas imediatamente.
Até 90 mil pessoas passaram pelos sete campos de concentração do Ceará, Ipu, Fortaleza, Quixeramobim, Crato, Senador Pompeu, Cariús e Buriti.
Os campos ficavam sempre próximos às vias férreas para facilitar a chegada dos flagelados de trem. Eram os "currais do governo", como chamavam.
Em Senador Pompeu, até hoje acontece a "Caminhada das Almas" para homenagear os mortos desses campos de fome do governo brasileiro.
O objetivo do governo era, principalmente, impedir o deslocamento dos retirantes famintos para a capital.
Eram uma espécie de "barreiras sanitárias".
Dali não passavam para não enfeiarem a cidade.
Diferente da Alemanha, no Ceará não havia o objetivo declarado de matá-los.
As mortes aconteceram e foram milhares, embora nunca se tenha feito os registros oficiais dos mortos de fome e de doenças relacionadas à fome.
Quem dava entrada nos campos era impedido de sair.
Saía apenas para os trabalhos forçados e sub-pagos, o que envolvia, inclusive, empresas estrangeiras. Havia uma capela nos campos, ou seja, a igreja católica estava lá.
Ainda não encontrei registros de denúncias católicas ou protestantes sobre o episódio.
Só registros de católicos da capital incomodados com os flagelados "invadindo" as praças da linda Fortaleza.
O Deus das elites "é o Deus dos detalhes", como vivem repetindo.
E vejam que bênção:
Ele segurou, através do governo,
os flagelados pelo caminho.
E por lá mesmo os matou de fome, sede, abandono. "Deus dos detalhes".


segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Poema sobre o povo Yanomami

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Essa foto é de umas crianças Yanomamis em estado de fome extrema.
Cadavérico, está largado da vida numa aldeia qualquer,
agonizando solitário esperando a morte lhe contemplar em sua espera silenciosa.
Depois de 4 anos de intenso descaso com os Povos Originários a situação chegou a um ponto em que o Governo Federal tem que decretar estado de calamidade pública,
de crise humanitária e sanitária.
Em todo o País, os índios estão doentes e desnutridos, muitos deles pegaram malária, e o pior de tudo, estão sem medicação.
Depois de intensos ataques às suas terras, tanto pelo garimpo ilegal, quanto pela ganância desmedida dos barões do agronegócio, a situação chegou a um ponto insustentável,
o que vemos são homicídios qualificados e acobertados por todos nós, tornamo-nos a sociedade dos leprosos de alma, insensíveis, assistimos ao trágico espetáculo como se nada disso nos dissesse respeito.
É inaceitável ver que esses que se ajuntam prontamente para defender o aborto, pauta moral prioritária,
mas se calam diante do aborto da Terra que está vomitando diante de nossos olhos as feridas que lhes são feitas pela volúpia dos homens. 
Triste geração essa, que aprendeu a conviver, placidamente, com o intragável, que levanta as mãos aos céus e as encolhe ao necessitado e não transforma em oração no chão da vida manifestações de solidariedade aos que dela necessitam.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Poema sobre a tese, a antítese e a síntese

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Três parábolas contadas por Jesus.
Na primeira encontramos a tese.
Na segunda, a antítese.
Na terceira, a síntese.
Na primeira delas, Jesus fala de um pastor que tinha cem ovelhas,
mas perdeu uma.
Quem tem cem e perde uma,
teve um prejuízo de 1%.
Certamente que em pouco tempo aquela ovelha seria reposta através da procriação.
Mas em vez de se conformar, aquele pastor deixa as 99 no deserto e sai à procura da que se extraviou.
Portanto, ele se expõe ao risco de perder as demais.
Elas não ficaram na segurança de um redil, mas no ambiente inóspito do deserto.
Ao encontrar a ovelha perdida, colocou-a sobre os ombros e a levou-a de volta para cada.
Uma pergunta que me vem à mente é: por que ele teve que carrega-la nos ombros em vez de simplesmente guia-la de volta?.
Há, pelo menos, dois motivos plausíveis.
Ou ela estava machucada sem condição de caminhar com suas próprias patas, ou ela era tão rebelde que se fosse deixada solta voltaria a se extraviar.
Sua alegria foi tão grande que resolveu convidar os vizinhos para uma festa em celebração por haver reencontrado sua ovelha.
Na segunda parábola, uma mulher perdeu uma de suas dez moedas.
Portanto, sua perda foi de 10%.
Não era uma moeda qualquer, mas uma dracma.
Diferentemente do pastor da parábola anterior, ela não precisou sair de seu domicílio para procurar o que perdera, pois a moeda havia sido perdida dentro de sua própria casa.
Para encontra-la, ela acende a candeia, varre a casa e a busca persistentemente.
Não daria para encontra-la de luz apagada.
E para encontra-la, ela teria que varrer a casa, isto é, livrar-se do lixo acumulado.
Quanto mais se acumula lixo no ambiente doméstico, mais difícil será encontrar nele o que se procura.
A exemplo do pastor, ela também convoca suas amigas e vizinhas para uma festa em comemoração à moeda encontrada.
Talvez, ela tenha tido que usar todas as dez moedas e algumas a mais para bancar tal festa. 
Faz sentido isso?.
Não se trata do valor da moeda em si, mas do valor do encontro.
As duas primeiras parábolas são contadas em forma de pergunta.
“Que homem dentre vós...”,
e “Qual a mulher que...”.
A primeira fala de uma perda externa.
A segunda, de uma perda interna.
Na primeira, se busca.
Na segunda, se procura.
Mas a terceira parábola nos apresenta a síntese das anteriores.
Em vez de começar a nova parábola com uma pergunta, Jesus recorre a uma antiga fórmula de se introduzir uma estória, bem ao estilo “era uma vez...”. “Certo homem tinha dois filhos...”
O mais novo reivindica a sua parte na herança.
O pai resolve repartir tudo o que tem entre os dois.
O primeiro aproveita a grana para sair de casa e viver todas as aventuras que sempre almejara experimentar.
O outro se manteve ao lado do pai.
De primeira mão, a impressão que se tem é de que apenas o filho caçula se perdeu, desperdiçando sua parte na herança na farra.
Porém, no desfecho da parábola, deparamo-nos com o seu irmão mais velho igualmente perdido, negando-se a participar da festa em comemoração à volta de seu irmão.
O pródigo era a ovelha extraviada, que só caiu em si depois de haver perdido tudo e só restar-lhe a comida dos porcos para saciar sua fome.
O mais velho era a moeda perdida dentro de sua própria casa.
A diferença é que o pastor perdeu 1% de seu rebanho.
A mulher perdeu 10% de seu dinheiro.
Mas aquele velho pai perdeu 100%.
Não apenas por haver repartido o patrimônio inteiro com os seus dois filhos, mas por havê-los igualmente perdido.
Um, fora de cada.
Outro, dentro.
Foi necessário que o mais novo saísse de casa para que se revelasse quão perdido estava o que permaneceu.
Foi necessário que o que estava fora retornasse para que o que estava dentro também fosse achado pelo pai.
Todas as três parábolas terminam em festa.
Mas somente na última, alguém se nega a participar.
Apesar de apresentar razões morais que justificassem sua decisão em não festejar, a bem da verdade, a razão era outra.
O tal bezerro cevado oferecido como churrasco foi apenas a gota d’água.
Uma vez que seu pai já havia repartido seu patrimônio entre os dois filhos, e que o primeiro havia desperdiçado sua parte, concluímos que o dinheiro que bancava aquela festa pertencia ao mais velho.
Seria como se a mulher que encontrara a moeda perdida resolvesse gastar todas as suas moedas para celebrar seu achado,
ou se o pastor que recuperara sua ovelha decidisse matar as noventa e nove para dar uma churrascada em comemoração à ovelha resgatada. De fato, o filho mais velho parece coberto de razão.
Aquela festa não era justa.
Não do ponto de vista da justiça humana.
Porém, há que se considerar que a justiça divina extrapola nosso senso de justiça própria.
A própria graça em si subverte a nossa lógica baseada em méritos e deméritos.
Celebrar o retorno do perdido servia para revelar a perdição de quem jamais se permitira partir.
Como bem disse Paulo, “não há um justo sequer.
Todos se extraviaram.”
Tanto os que estão dentro, quanto os que estão fora, tanto os que procuram, quanto os que são procurados, tantos os que voltam com suas próprias pernas, quanto os que precisam ser carregados nos ombros.
Todos somos igualmente carentes da graça de Deus.
Ninguém é melhor do que ninguém.
O valor que possuímos não é intrínseco, mas atribuído pelo amor.
Em outras palavras.
Não somos amados porque temos valor.
Nosso valor decorre do fato de sermos amados.
E por fim: Enquanto a celebração do outro nos ofender, não teremos entendido absolutamente nada do que seja graça, muitos menos, do que seja amor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

A linguagem de Jesus

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O que Jesus estava dizendo ao indagar por que Sua Linguagem não era compreendida por aquela geração-de-religiosos-"evangélicos"- judeus; basicamente era o seguinte:
Vocês não me entendem apenas porque decidiram não me entender, pois não querem a mudança absoluta que a minha-palavra-de-Deus trás; posto que gere um estado novo de olhar que é o oposto de tudo o que vocês defendem.
Portanto, o que Jesus diz é que Entender É Uma Escolha!.
Sim, uma escolha que revoluciona todos os dogmas e certezas prévias, e, portanto, insuportável para todos os que cultuam a imutabilidade das leis, regras e gessos existenciais.
Ou seja, entender é para quem não teme a Permanente Impermanência do viver que existe em mudança existencial e conversão ininterrupta.
A Palavra de Deus Permanente em mim é a garantia de um estado de arrependimento permanente!.
De conversão permanente.
Só pode discernir a linguagem de Jesus quem não teme as consequências de Jesus na existência!".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Os burgueses que foram salvos

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Jesus salvou a Zaqueu, que além de “burguês “ era também um cobrador de impostos corrupto, traidor da pátria, que explorava os patrícios em nome de interesses estrangeiros.
E qual foi a consequência desta salvação?.
Ele deixou de explorar e ainda devolveu quatro vezes mais o que havia extorquido.
Jesus chamou Mateus, outro coletor de impostos para ser seu discípulo.
O que ele fez?.
Deu um banquete para anunciar ao mundo que abandonava seu posto para seguir a CRISTO.
Jesus elogiou um oficial do exército romano pela fé que manifestou ao interceder por um dos seus SERVOS.
Paulo, apesar de ser fariseu, não era um elitista.
Foi ele quem disse que entre os chamados havia poucos que o mundo considerava sábios e entendidos, e ainda disse que Deus usa as coisas todas como loucas neste mundo para confundir os que se julgam sábios.
José de Arimateia foi um figurão.
Mas ele e poucos outros foram exceção e não a regra.
Filemon foi admoestado por Paulo, em nome do amor, a receber de volta seu escravo fujão, não mais na qualidade de escravo, mas de irmão.
Não dá para suprimir os aspectos sociais do evangelho.
Em CRISTO, toda tentativa de segregação é desbaratada, pois já não há homem ou mulher (distinção sexista), escravo ou livre (distinção social), judeu ou grego (distinção étnica).
Mas isso não significa que não haja segregação.
São os homens que as produzem.
Foram os cristãos holandeses calvinistas que criaram o Apartheid na África do Sul.
Sabe como surgiram as galerias nas igrejas batistas norte-americanas?.
Para que lá ficassem os negros,
já que os fiéis brancos, que eram a maioria, não queriam se misturar.
Há um profecia em Isaias que diz que Deus aplainaria o terreno, elevando os vales e abatendo dos outeiros, e assim, “toda humanidade veria a salvação do Senhor.”
Em outras palavras, Ele exalta o abatido,
o oprimido,
o explorado,
enquanto abate o opressor,
o explorador.
Deus não tem filhos prediletos,
mas o reino de Deus tem suas prioridades, e as minorias encabeçam a lista.

sábado, 14 de janeiro de 2023

A história que se repete

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Para envolver o povo alemão na sua causa assassina de judeus,
o gabinete do ódio de hitler,
seu  ministério de propaganda, associava os judeus a ratos e outros bichos afins, colocavam rostos de judeus em corpos de ratos ou "cara" de ratos em corpos de judeus.
O assassino nazista alemão era psicopata.
Mas e a sociedade alemã?.
Também era?.
Ou eram apenas pessoas más, preconceituosas, segregadoras, intolerantes, assassinas de diferentes, que só precisavam de um comando para brotarem de seus armários, dos esgotos em que habitavam?.
Nunca podemos esquecer que vizinhos alemães entregaram para a morte vizinhos judeus que antes frequentavam a casa e suas crianças brincavam juntas.
Ou quase toda a sociedade alemã era composta de psicopatas, o que é improvável, ou de pessoas más travestidas de boas, facilmente manipuláveis, por se sentirem representadas pelo genocida alemão. E por ele, em nome dele, sob comando dele eram capazes de todas as atrocidades.
Os judeus e outros grupos humanos eram inimigos a serem combatidos.
Eu acho inadmissível as Testemunhas de Jeová não cantarem o hino nacional, não prestarem serviço militar onde é obrigatória, não transfundirem sangue,
não comemorarem aniversários de forma tradicional, por confundirem tudo isso, numa espécie de fanatismo religioso, com "adoração" e "adorar somente a Jeová".
Acho inadmissível mesmo,
mas jamais concordaria com o silenciamento deles, com a retirada da sociedade, com a morte.
A sociedade é uma aglomeração de diferentes.
Para a sociedade alemã dos dias de hitler, tudo bem torturá-los e matá-los, junto com os judeus.
E isso só tem pouco mais de 70 anos.
Jamais podemos esquecer o quanto as igrejas protestantes e a igreja católica alemã foram fundamentais para o holocausto, chegando a administrarem pelo menos dois campos de concentração e se beneficiarem do trabalho daqueles que logo em seguida seriam mortos. Fato similar aconteceu no apatheid na África do Sul.
Lá, era preciso desqualificar a população negra para legitimar massacres, segregações,  pancadarias, com a conivência e a participação das igrejas protestantes e católicas sul-africanas.
E nunca é demais lembrar a participação de pessoas pretas associadas aos brancos para que tudo saísse conforme o planejado.
E o fim desse regime do mal tem menos de 30 anos.
O genocídio de Ruanda também tem menos de 30 anos.
Foi planejado.
O ódio entre hutus e tutsi foi semeado pelos cristãos belgas.
Em aproximadamente três meses, perto de um milhão de pessoas foram assassinadas a golpes de facão, foices, enxadas e similares,  esquartejadas vivas por outras pessoas que até dias antes frequentavam as mesmas igrejas ou outros templos religiosos, que eram vizinhas, que suas crianças brincavam entre si.
Foram três meses de licença para matar.
Em torno de quinhentas mil mulheres e meninas foram estupradas, quase sempre estupros coletivos.
A Bélgica cristã, grande responsável por promover o ódio e o massacre, não interferiu.
O grande império protestante, Estados Unidos, na gestão Bill Clinton, também não se importou, afinal "Deus salve a América" e não  Ruanda ou Congo.
No Brasil, não se tem dúvida de que o ex-presidente é psicopata.
Mas serão também psicopatas a maioria dos militares, dos policiais, dos médicos, dos pastores evangélicos e de tantos outros segmentos?.
Nossos parentes também são psicopatas?.
Nossos ex-amigos?.
Ou são apenas pessoas más cuja maldade estavam meio que adormecidos dentro delas e quando encontraram um representante que lhes deu voz, que lhes empoderou,  que lhes disse que tinham um inimigo a combater e chamou esse inimigo comum de esquerdistas, eles apenas começaram a fazer o que sempre tiveram vontade?.
Somente nesses últimos quatro anos alguns parentes, muitos ex-amigos e ex-amigas perceberam isso e agora querem distância de mim e até achariam razoável a minha morte.
Eu repito e repetirei ainda por muito tempo: A IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA E MUITAS IGREJAS CATÓLICAS SÃO A CAUSA DO TERRORISMO EM BRASÍLIA, assim como o governo belga, com anuência do seu povo, foi o responsável pelo massacre de Ruanda.
Assim como a Igreja Cristã Ortodoxa Russa tem forte participação nessa destruição da Ucrânia.
Que fique claro para os evangélicos e católicos terroristas brasileiros: "nos últimos quatro anos eu morri um pouco, mas nos próximos quatro eu não  morro."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

O espírito de cada um

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“...Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”.
A frase é de Jesus em resposta a alegação de Tiago e João de mandar fogo para destruir a aldeia dos Samaritanos.
A inimizade entre Judeus e os habitantes de Samaria era coisa antiga, havia se estabelecido desde os tempos do exílio Babilônico.
A fala dos discípulos, portanto, estava carregada de ódio, revelava o antagonismo político-religioso contra àqueles que eram considerados traidores da pátria e inimigos de Israel.
Jesus, entretanto, discernindo-lhes o coração, repreendeu-os afirmando que eles sequer haviam entendido a que “espírito” pertenciam,
ou seja, qual a consciência básica que deve existir em todo aquele que se diz seu seguidor.
Deus cria, não destrói,
ele esvaziou-se a si mesmo, conforme Paulo aos Filipenses, e a partir do nada fez o universo,
o “big bang” é a “Cruz” como princípio da vida, a “morte” de Deus,
antes da criação de todas as coisas “o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo” é justamente o princípio fundante, aquilo que trouxe a existência o que ainda não era.
A morte de Jesus, portanto,
é a materialização histórica do que já havia acontecido antes do tempo/espaço existirem, por ele e para ele são todas as coisas, e nada do que foi feito sem ele se fez.
Desta forma, é impossível que aquele que carregue este entendimento e essa revelação aja com espírito contrário ao Espírito de Cristo,
que criou o mundo e tudo o que nele há pela sua Palavra, que veio para salvar, e não para destruir,
para curar, e não para ferir,
para libertar, e não para condenar. Qualquer homem, ou mulher,
que diga carregar em si a mensagem do Evangelho e aja contra essa Verdade insofismável é mentiroso e o Espírito Santo não está nele,
antes está possuído pelo espírito do anti-Cristo, que opera desde os dias de Caim sobre a Terra.
Sim, quem confessar a Jesus e,
ao mesmo tempo, agir de forma deliberada a promover destruição, seja das coisas criadas,
seja da criação, está esvaziado de Deus, nada entendeu da mensagem da salvação, é pobre, cego e nu.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Poema sobre a causa de Deus

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Pergunto isto porque vejo que há pessoas que parecem ter certeza sobre a “causa” de Deus, assim como um homem politicamente fanático parece saber qual é a causa pela qual sua ideologia existe.
Se Deus tivesse uma causa Deus deixaria de ser Deus,
pois qualquer coisa que fosse a Causa de Deus, tornaria Deus seu próprio efeito.
Assim, Deus não tem causa-causal e nem causa-final.
Há muitos, todavia, que nos falam sobre a “causa de Deus” e nos dizem que vivem para servir a tal causa.
Ora, Deus é espírito; daí Sua causa se focar na construção de um mundo invisível, por mais inseguros que fiquemos.
Quando Ele diz que o reino não vem com visível aparência,
e que se instala em nós,
Ele chama sua causa para dentro de mim; não como se eu fosse a causa para Deus, mas apenas como quem é o Caso de Deus.
Deus não tem causa senão aquela que faz de mim a razão de ser de minha própria missão,
que é tornar-me eu mesmo,
conforme a Sua imagem.
Pobre daquele que pensa que sua missão é em algum lugar que não seja o seu próprio coração.
Desse modo, os que entenderam a causa de Deus são aqueles que se ofereceram como chão para que a vontade de Deus seja plantada.
Todo aquele que pensa na causa de Deus como algo a ser construído fora, perde o significado de si mesmo, ainda que diga que vive para a “causa de Deus”; visto que minha missão no mundo é a missão de quem se sabe como sendo o grande ser-lugar onde a missão acontece.
A causa de Deus é fazer em mim e de mim alguém que seja conforme a imagem de Seu filho.

domingo, 8 de janeiro de 2023

Poema sobre o messianismo

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O messianismo consiste em se acreditar no surgimento ou no retorno de alguém, com superpoderes,
para libertar,
redimir,
vingar,
iniciar novos tempos, dar moral para um povo ou para um grupo.
Os judeus esperam o seu Messias até hoje, alguém que devolva para eles todo o território, todo o poder que tiveram nos dias do Velho Testamento, quando genocidavam povos inteiros, tomavam seus territórios e se apropriavam de suas culturas.
Jesus Cristo não se enquadrou no perfil e mataram ele como falsário.
Enquanto o Messias não aparece, vão genocidando os palestinos, aos  poucos, para não perderem o hábito assassino de sempre.
Afinal de contas, são os ESCOLHIDOS por eles mesmos.
O Cristianismo, Judaísmo, especialmente os cristianismos pós Constantino, institucionalizados, ficaram com Jesus Cristo como o seu Messias.
Logo, os cristãos esperam a volta dele, para premiá-los e para destruir os não cristãos.
É uma volta esperada para medalhas e vinganças.
Essa crença messiânica excedeu os muros altos das religiões.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Resumo da série DARK

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Sem dúvida uma das melhores séries sobre viagens no tempo que já assisti, não apenas pela engenhosidade da trama,
como também pela maneira como trata temas existenciais e filosófico, colocando-nos cara a cara com nossos temores mais profundos e nossas dúvidas mais cruéis.
Diferentemente de outros filmes e séries que abordam o assunto, Dark explora as implicações existenciais do tempo e seus efeitos sobre a natureza humana.
A trama se passa na cidade fictícia de Winden, na Alemanha, deflagrada pelo impacto do desaparecimento de uma criança, expondo os segredos e as conexões ocultas entre quatro famílias locais, que incluem uma conspiração envolvendo viagens no tempo que se estende por gerações. 
Sem pretender me alongar,
nem dar spoiler, dentre as coisas que me chamaram a atenção estão alguns indícios de que seu autor tenha recorrido às Escrituras em busca de inspiração.
Não é coincidência que os dois principais personagens recebem nomes bíblicos: Jonas (que no futuro passa a identificar-se como Adam ou Adão em português) e Martha (que se apresenta depois como Eva). 
De acordo com a teologia cristã clássica, Adão e Eva são aqueles sobre os quais pesa a culpa pela desgraça da humanidade.
O que teria acontecido se o primeiro casal não houvesse desobedecido ao Criador?.
Ainda assim precisaríamos de um Redentor?.
Seria o plano de redenção uma espécie de plano B ou plano “tapa buraco”?.
Deus teria sido pego de surpresa?.
O evento conhecido como “Queda” poderia ter sido evitado?.
E se um de nós pudesse viajar no tempo e impedir que a serpente os enganasse?.
E se conseguisse tomar o tal fruto proibido das mãos de Eva antes que o levasse à boca?.
Jonas é aquele profeta rebelde que toma a direção oposta à que Deus lhe ordenara.
Mas no meio do caminho, uma tempestade enviada por Deus altera seus planos.
Jonas é atirado ao mar, engolido por um grande peixe e vomitado na praia do lugar para onde Deus o havia enviado.
Não seria isso uma evidência de que independentemente de nossas decisões, os propósitos divinos sempre prevalecem?.
Qualquer coisa que façamos acaba por contribuir na execução de Seus planos.
No fim, uma cidade inteira foi convertida, evitando assim sua destruição.
Isso, porém, não impediu que Jonas se deprimisse a ponto de pedir a morte em oração.
Marta e Maria eram  irmãs de Lázaro.
Enquanto Maria escolheu parar e sentar-se para ouvir Jesus, Marta preferiu se manter ocupada com suas atividades domésticas.
Ter escolhido “a melhor parte” não impediu Maria de amargar ver seu irmão morrer, enquanto esperava a chegada do mestre para cura-lo.
O destino é inexorável.
Ainda que pudéssemos voltar no tempo, tomar outros caminhos, eles sempre desaguariam numa espécie de delta temporal, um ponto de convergência onde a nossa liberdade de escolha e nosso destino se reencontram, tal qual ocorre entre um rio e o oceano.
Mesmo que um rio sofra uma transposição de sua calha, como ocorreu com o São Francisco, isso não impedirá que suas águas cheguem ao oceano.
O ciclo é ininterrupto.
O fato de Maria ter escolhido a melhor parte não impediu que seu irmão morresse.
Nem a fato de Marta, sua irmã, ter escolhido a pior não o impediu que ele fosse ressuscitado por Jesus. Portanto, a morte de Lázaro independia da postura adotada por suas irmãs com relação a Jesus.
Elas, porém, acusam a Jesus de não haver chegado a tempo para evitar que seu irmão morresse.
Porém, Jesus sabia que aquilo era inevitável.
Não haveria ressurreição sem que houvesse morte.
Assim como não haveria redenção se não houvéssemos caído de nosso estado original.
Providência divina e responsabilidade humana são os dois leitos de um mesmo rio e devem correr lado a lado, de maneira sinérgica, interativa, até chegar ao delta da eternidade, quando as águas da cronosfera desaguarem na kairosfera.
Somente então, tudo fará sentido.
Nossa ignorância pode ser uma bênção.
De fato, o que conhecemos é uma gota, mas o que ignoramos é um oceano.
Jesus disse que tinha tanto para dizer aos Seus discípulos, porém eles não estavam preparados.
Na ocasião em que lavou os seus pés, Ele disse: “O que eu faço agora não podeis compreender, mas compreendereis depois.”
Outra coisa que me chamou a atenção em Dark foram os inusitados encontros entre os eus do passado, do presente e do futuro, que acontecem envolvendo os protagonistas, além de outros personagens como o filho do casal, produto da união entre dois universos, o de Jonas e o de Martha, criados a partir de uma bifurcação temporal.
Quem fomos, quem somos e quem seremos coexistem na malha temporal.
Nossas escolhas são influenciadas tanto pelo nosso passado quanto pelo nosso futuro.
O que somos destinados a nos tornar está sempre em contato com o nosso “eu” presente.
Quem somos é o ponto de convergência entre quem fomos e quem seremos.
O desaparecimento repentino de crianças na pequena cidade alemã remete a acontecimentos idênticos ocorridos 33 anos e 66 anos antes, envolvendo uma misteriosa caverna, uma usina nuclear suspeita e um estranho homem recém-chegado na cidade.
A história começa em 2019, mas se conecta com histórias que se passam em 1986 e em 1953 através de viagens no templo.
33 era a idade de Cristo ao ser executado numa cruz pelas mãos dos romanos.
De acordo com Paulo, o período que abarca o nascimento e a morte de Jesus era chamado de “plenitude dos tempos.”
Mas tanto para Paulo, quanto para seus colegas Pedro e João, a cruz histórica foi a manifestação de um evento meta-histórico, ocorrido antes do início dos tempos. 
A cruz é o centro gravitacional capaz de prover o nó que une todos os universos.
Por isso, Paulo diz que na cruz Deus fez convergir em Cristo todas as coisas que há nos céus e todas as coisas que há na terra.
Em outras palavras, todos os mundos visíveis e invisíveis, acessíveis e inimagináveis, todos os universos possíveis, foram atraídos a Ele.
A cruz é a encruzilhada onde tempo e eternidade se encontram.
Assim como a criança gerada no ventre de Martha era o fruto inusitado do encontro de dois mundos (tempos distintos e paralelos), Cristo é o elo entre o nosso mundo e o mundo porvir. 
Sinto-me instigado cada vez que leio em Hebreus que fomos visitados pelos poderes do mundo vindouro. 
Este “mundo vindouro” é o tal paraíso tão almejado pela alma humana. 
O paraíso é a ambiência existencial de onde fomos expulsos quando iniciamos nossa peregrinação.
É tanto o ponto de partida, quanto o lugar de chegada.
O início é o fim, e o fim é o início.
Por isso, o tal paraíso figura nas primeiras e nas últimas páginas das Escrituras, no Gênesis e no Apocalipse.
Ele é de onde viemos e para onde estamos indo.
É nele que adentramos no momento em que deixamos o tempo e o espaço, isto é, sem escalas.
“Hoje mesmo”, foi o que Jesus garantiu ao homem crucificado ao Seu lado, “estarás comigo no Paraíso.”
Ficou a cargo do Espírito Santo conduzir a humanidade até o entroncamento final entre tempo e espaço.
Cada vida que parte do tempo é uma vida que adentra o Paraíso, que não se encontra em um lugar qualquer do universo, mas no entroncamento entre o tempo e a eternidade, onde o ponto de partida é também o ponto de chegada, o Alfa e o Ômega,
o princípio e o fim.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Viva

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Viva a Vida do Verbo Vivo.
Vivo está o Menino.
Vida é o seu grande poder.
Viver é o exercício do seu maior dom. 
Para o divino viver como gente,
houve missão. 
A vida humana seguiria um novo tom.
Nasceu a esperança da reconciliação.
Viva a Vida do Verbo Vivo.
Vivo está o Menino.
Vida é o que passou a oferecer.
Viver é o acorde do novo som.
Quando o divino quis viver como gente, houve adoração. 
A vida humana surgiria com a forma dAquele que é todo bom.
Nasceu a promessa de redenção.
Viva a Vida do Verbo Vivo.
Vivo está o Menino.
Vida deixaria de perecer.
Viver é o ritmo da nova dança. 
Pois o divino, ao decidir viver como gente, restabeleceu a celebração. 
A vida humana atingiu sua plenitude dentro de uma criança. 
Nasceu a aguardada Salvação. 
Viva a Vida do Verbo Vivo.
Vivo está o Menino.
Nasceu lá em Belém.
Mas, o divino, vivendo como humano, espera pra nascer em mais gente.
A vida que dele brota, por ser eterna, não cabe em si.
Transborda. 
Encharca todos com renovação. 
Nasceu a confiança da restauração. 

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