domingo, 6 de março de 2011

Casa de palha


.


vivo numa casa seca,
das plantas gramínea,
no período da idade,
da pedra lascada.


Vivo casando sapo ou vegetais,
da era primárias,
vivendo com minha,
própria lei.


Vivendo nessa porção,
destas hastes,
apanhando banana,
para sobreviver.


Vivendo sem embolsar nada,
e sem me preocupa,
com o tempo que teria,
caso compensasse alguém do que se lhe deve.


Estou junto dela,
convivendo nessa,
bagatela coisa,
de efeito passageiro.


Quando olhos para ela,
vejo uma fera que agrada,
á minha vista,
quando tal qual um ser qualquer.


Estou com ela nesse,
palheiro ajuntado,
fumando um cigarro de palha,
com a rapidez da luz.


Ela com aquele chapéu,
feito de palha,
com toda emoção de mulher,
que derrama a mágoa no peito.


Quero viver assim,
nessa casa de palha,
com essas cadeiras,
e outros móveis.


Quero se assim,
te amando como sei,
mesmo que não sinta,
o meu amor em você.


O tempo de traição foi embora e a infidelidade disse adeus...

Só um Carnaval


.


Não tenho o que comemorar.
Ninguém percebe meu choro,
nesse coro,
que ecoa felicidade.
As ruas se tornaram saudade,
na insanidade de meus pensamentos,
no peso de meus passos lentos,
que não acompanham a melodia.
Minha fantasia,
não tem alegria,
teu brilho,
ou alegoria.
Meu rosto não está pintado,
com minha alma de palhaço,
que perdeu o sorriso.
Não me jogue confete, serpentina,
pois de forma repentina,
você esqueceu de mim,
e assim,
não me encontrei mais,
em você.
Então, nesse Carnaval,
não ouvirá meu coração,
pois não quero só uma noite de ilusão,
mas sou homem,
de uma vida inteira,
de paixão.


O Carnaval é o estado do espírito impelido a manifestar a admiração que o invade...

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