domingo, 30 de janeiro de 2022

Poema sobre a nova guerra fria

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A nova guerra fria envolvendo a Rússia, a Ucrânia e o Ocidente é péssima notícia para países que ainda batalham contra a Covid.
É ruim, claro, para a vida,
para a saúde e para a economia mundial.
O primeiro tiro ou a primeira bomba, além de provocar uma nova explosão de mortes, vai piorar o já debilitado sistema imunológico financeiro de várias nações.
Como agravante, a tensão externa engendrada pelo presidente russo pega de calças curtas os principais líderes ocidentais, enfraquecidos por questões de política interna.
Nos EUA, Joe Biden completa um ano de governo perdendo apoio no Congresso e popularidade nas ruas.
No Reino Unido, Boris Johnson sofre pressões de aliados e eleitores britânicos para renunciar por causa da farra promovida no auge da pandemia.
Na França, Emmanuel Macron enfrenta dificuldades eleitorais para se reeleger, vendo seu cargo ameaçado por duas candidatas de diferentes partidos de direita.
Na Alemanha, Olaf Scholz, recém-empossado na cadeira que foi de Angela Merkel, ainda está se aquecendo, não disse a que veio e não tem a estatura da antecessora.
Como se sabe, há meses Putin ameaça invadir a Ucrânia para evitar que ela se torne uma ex-república soviética ocidentalizada ou americanizada.
Mas o maior medo dele não é a geopolítica.
O maior medo dele é que a Ucrânia vire uma democracia rica e bem-sucedida, uma nova nação com direitos e liberdades que podem ensinar “maus exemplos” para os russos.

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