sexta-feira, 13 de maio de 2011

O amor e outros delírios


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Sou vítima da saudade,
escravo da vontade,
algoz da minha paz.
Pois qualquer paisagem,
tem tua cor,
qualquer canção,
tem tua voz,
e qualquer aroma,
tem teu cheiro.
Sou teu por inteiro,
no feitiço da noite,
ou na sobriedade do dia,
confundindo a euforia,
com a mais dolorosa melancolia.
Sem saber onde andas,
te encontro aqui dentro,
ouvindo meu peito,
ecoar teu nome.
E quando você some,
não ouço mais nada,
apenas essa necessidade,
que rouba minhas verdades,
e precisa te ter por perto.
Sem você,
o oceano vira deserto,
o engano se torna correto,
e eu,
em delírio completo,
me sinto vazio,
como um rio sem foz,
o eu sem o nós.
E o amor,
em sua loucura,
se perpetua,
mesmo que não seja,
na forma mais bela,
que você mereça.

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