segunda-feira, 20 de junho de 2011

Algum Rock


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Saio de cena,
sem pensar nos problemas,
que nos afastam.
Estou automático,
sem enfeites ou brilhantismo.
Não quero questionar os fatos,
minhas atitudes,
ou o trajecto dos passos.
Fico calado,
deixando que algum rock,
na solidão dos sentidos,
diga em meu ouvido,
que ainda estou vivo.
Que cante,
os amores que desejo,
as brigas que perdi,
as respostas que não tenho,
e que apesar de tudo,
sobrevivi.
Se meu sorriso foge,
é porque minhas vontades,
não foram realizadas.
Então, me dê a guitarra,
e deixe o amplificador ligado.
Pois num belo solo,
esquecerei do mundo,
e encontrarei na melodia,
a crua poesia,
que me falta,
nesses dias.

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