quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Revoluções brasileiras .

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1562 Confederação dos Tamoios;
Que foi a denominação dada à revolta liderada pela nação indígena Tupinambá, que ocupava o litoral do Brasil entre Bertioga e Cabo Frio.
1645 Insurreição Pernambucana;
Que também foi referida como a Guerra da Luz Divina, que registrou-se no contexto as invasões holandesas do Brasil, culminando com a expulsão dos holandeses da região Nordeste do país tornando esta à coroa portuguesa.
1682 Guerra dos Bárbaros;
Que foram os conflitos, rebeliões e confrontos envolvendo os colonizadores portugueses e várias etnias indígenas tapuias que aconteceram nas capitanias do Nordeste.
1684 Revolta no Maranhão;
é tradicionalmente considerada como um movimento nativista pela historiografia em História do Brasil.
1720 Revolta de Filipe dos Santos;
também conhecida como Revolta de Vila Rica, este movimento nativista ocorreu no ano de 1720, na região das Minas Gerais, durante o período do Ciclo do Ouro.
1789 Inconfidência mineira;
também referida como Conjuração Mineira, foi uma conspiração de natureza separatista que ocorreu na então capitania de Minas Gerais, Estado do Brasil, entre outros motivos, contra a execução da derrama e o domínio português.
1798 Conjuração Baiana (ou Conspiração dos Alfaiates);
também chamada de Revolta dos Búzios, foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no final do século XVIII na então Capitania da Bahia.
1817 Revolução Pernambucana;
também conhecida como Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817.
1824 Confederação do Equador;
foi um movimento revolucionário de caráter separatista e republicano que eclodiu no dia 2 de julho de 1824 em Pernambuco, se alastrando para outras províncias do Nordeste do Brasil.
1833 Cabanagem;
foi uma revolta popular e social ocorrida durante o Império do Brasil, influenciada pela revolução Francesa, na antiga Província do Grão-Pará, que abrangia os atuais estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia.
1835 Guerra dos Farrapos;
ou Revolução Farroupilha foi como ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
1837 Sabinada;
foi uma revolta autonomista de caráter separatista transitório, tendo ocorrido de 6 de novembro de 1837 a 16 de março de 1838 na província da Bahia.
1838 Balaiada;
chamada ainda Guerra dos Bem-te-vis, foi a mais longa e numerosa revolta popular ocorrida no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841.
1848 Revolução Praieira;
foi um movimento de caráter liberal e federalista que eclodiu na província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850.
1893 Revolta da Armada;
foi um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha Imperial Brasileira contra os governos da recém-imposta república brasileira após o Golpe de 1889, que havia sido consolidada através da Primeira Ditadura Militar do Brasil.
1893 Revolução Federalista;
foi uma guerra civil que ocorreu no sul do Brasil logo após a Proclamação da República.
1896 Guerra de Canudos;
foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897.
1904 Revolta da Vacina;
ocorreu como uma reação popular à campanha da vacinação obrigatória, posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz.
1912 Guerra do Contestado;
foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes dos poderes estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira, disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
1922 Movimento Tenentista;
foi o nome dado ao movimento político-militar, e à série de rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920 descontentes com a situação política do Brasil.
1932 Revolução Constitucionalista;
tinha por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
1964 Golpe de 1964;
conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, que culminaram, no dia 1.º de abril de 1964, com um golpe militar que encerrou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart, também conhecido como Jango.
2018 Revolução dos Caminhoneiros;
também chamada de Crise do Diesel, foi uma paralisação de caminhoneiros autônomos com extensão nacional iniciada no dia 21 de maio, no Brasil, durante o governo de Michel Temer.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poema sobre vitimismo

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Há será uma constante na natureza humana
de que não foi me concedida por parte de meu criador?.
A singularidade de que me rege transcreve o algor de minha alma dissimulada e disparatada.
Perceba vós, caro leigo, precoce e tolo,
de que belas palavras numa poesia
transparecem apenas a estética de um bravo grito mudo e transpõem os ruídos existenciais numa ausência eterna.
Tão fácil falar de amor num breve soneto,
quanto a contrapor a este em vista do diferente.
Desde que o mundo é mundo há os iguais que são mais iguais que os outros.
Ou seja: mais iguais que os desiguais.
Há cérebros que veem mais o que as pessoas possuem em comum do que o que as divide. Outros dão mais importância ao que diferencia um humano do outro.
Essa é uma clássica díade.
Mas o mundo complexo permite identificar outros formatos de cérebros.
Há aqueles que se aproveitam das desigualdades para explorá-las, em seu benefício.
Há ainda os que pensam que o melhor é viver sem os desiguais e sem os diferentes.
Diferente este combatido como epidemias.
Lindas e únicas criaturas pecadoras.
Pecadora é a mulher!.
Criada da costela, nascida para servir.
Ao homem?.
A Deus?.
Servir a si mesma!.
Como manifesto de seu poder e autonomia.
O que você chama de feminista,
eu chamo de bruxa que não conseguiram queimar.
Pecadora que só se cala com o contentamento
ou com a morte.
Pecador?.
Pecador é o preto!.
Moeda de troca, espécie que choca, nascido do gueto.
Se resistência fosse cor, ela seria preta.
Preta como a alma daquele infeliz racista.
Não há corrente dura que segure o espírito do bravo negro,
que luta para não ser chamado de negro,
mas de ser humano.
Pecador?.
Pecador é o gay?.
É o obeso?.
É o feio? .
Realmente, preciso parar de me vitimizar…
O que pode me curar?.
Uma ida à igreja?.
Uma garrafa de vinho ?.
Um tiro na boca?.
Ou uma guerra?!.
Conservadores e preconceituosos se preparem!.
A pedra que mata a travesti,
a corrente que escraviza o negro
e a mão que oprime a mulher
não são não, senhor,
tão fortes, como o meu amor.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Consciência humana

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Não precisamos de um dia da consciência negra, branca, parda, amarela, albina.
Precisamos de 365 dias de consciência humana.
Pois só assim, nos livraremos desse abismo chamado preconceito.
Por Enquanto, por agora; limita-se uma situação até ao momento presente.
O preconceito é amplamente conhecida; sabida por toda a consciência humana, ela estar notória em cada detalhe de uma conversa, um olhar crítico por alguém que você acha diferente.
Sãos evidentes que a discriminação acontece em qualquer lugar público ou privado.
E todos nós somos ou fomos preconceituosos algum dia.
Infelizmente, eles querem ocultar, manipula,homenagear falsamente essa geração.
O racismo é do conhecimento de todos, que não precisa ser provado.
E toda a forma de racismo, é uma forma de uma consciência negra afetada, ao ponto de não percebermos que todos nós somos negros no tronco da demagogia levando chibatadas de hipocrisia.
Que estamos presos na senzala da indiferença, e transportado no navio da ofensa.
Contudo ser negro não é supermacia nem sinônimo, de raça superior.
É ter orgulho desta nobre etnia, que aboliu todo o rancor.
Mas há aqueles que não respeitam seus descendentes.
Porém, se tu tens consciência, respeite sua própria natureza.
Assuma tua beleza que muitos desejariam ter.
Se tu tens consciência, respeite o negro, afrodescendente e toda gente que vive acorrentado pelo preconceito da cor.
Mas se tu tens consciência, assuma sua identidade e veja seu valor.
Já que negro quando pinta,
Tem três vezes trinta.
Assim dizia minha avó.
Viver muito pra ti é mais dádiva do nosso Criador.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Infeliz feriado

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Hoje é feriado do golpe que colocou fim ao Império.
Nascida de uma ruptura da ordem constitucional, a República apresenta uma marca de origem problemática.
Uma elite positivista incapaz de entusiasmar a população com seu projeto de buscar a espada como amparo.
O apelo ao conservador-monarquista Deodoro foi o reconhecimento de uma impotência política e de força ou meios para realizar algo.
O Exército assumiu o fardo: o mundo civil deveria ser tutorado, protegido
como um adolescente buliçoso.
Naquela época, dominavam teorias racistas e se repetia, ao modo de Sílvio Romero, que o Brasil era a junção do pior de três mundos: o lusitano, o indígena e o africano. A ideia existia no Brasil e fora dele, e foi atacada pelo brilho do sergipano Manoel Bonfim e dezenas de outros.
Tornou-se percepção ultrapassada alguns anos depois e hoje é estudada como analisamos as sangrias com sanguessugas na história da medicina.
O general Mourão usou essa explicação.
A fala foi preconceituosa e anacrônica para dizer o mínimo, racista para dizer o máximo.
O Exército é formado por homens honrados e é uma força essencial à democracia. Jamais julgarei o todo pela parte.
O Brasil precisa de bons militares, bons advogados e bons professores.
Todos eles podem se candidatar, em determinadas condições, ao exercício político da administração.
O fato de políticos serem corruptos ou incompetentes leva-nos a querer melhorar o Estado de Direito, nunca substituí-lo por repúblicas de indivíduos covardes ou sem iniciativas; governadas por alguém fora do jogo constitucional.
Diante do descalabro ético atual, invocar intervenção militar seria como, diante de um erro médico na sala de cirurgia, passar o bisturi para o chefe da segurança do hospital - afinal, homem probo e versado em armas.
Nenhum Estado soberano pode prescindir das suas Forças Armadas.
Nenhuma democracia pode viver sob a ameaça de uma escopeta.
Bom feriado da República para todos nós!.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Revolução espiritual

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A única revolução possível é dentro de nós.
Não é possível libertar um povo, sem antes, livrar-se da escravidão de si mesmo.
Sem esta, qualquer outra será insignificante, efêmera e ilusória, quando não um retrocesso.
Cada pessoa tem sua caminhada própria.
Faça o melhor que puder.
Seja o melhor que puder.
O resultado virá na mesma proporção de seu esforço.
Compreenda que, se não veio, cumpre a você a mim e a todos.
Modificar suas, nossas técnicas, visões, verdades, etc.
Nossa caminhada somente termina no túmulo.
Ou até mesmo além...
Segue a essência de quem teve sucesso em vencer um império, em vencer a nós mesmo e os nossos estados de egoístas, e orgulhosos.
Em vencer os pensamentos de guerra quentes, mornas e frias.
Em vencer a ignorância para entenderem que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado.
Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade.
Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Carta para Daniele

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Lembrei-me através desta carta que tenho de marcar um encontro contigo, num feriado desses  em que ambos possamos falar, de fato, sem que nenhuma das ocorrências da vida ou do mundo venha interferir no que temos para nos dizer.
Escrevo-te de forma afetiva, endereçado todo o meu amor à você e ao teu coração.
Muitas das vezes me lembrei de que esse passeio podia ser, até, um lugar sem nada de especial ou peculiar.
Pois não importaria tal lugares, desde que todos eles tivesse você.
São lugares pacíficos que eu amo  ou almejo a paz, lugares que não discute ou aceita sem discutir ou contestar.
Lugares onde eu possa me relacionar com o meu próprio oceano.
Oceano chamado de coração; este que ama tomar um canto de café, em frente de um espelho chamado de  você.
Esta carta poderia servir de pretexto para refletir a alma, meditar nas nossas vidas, ter a impressão da tarde, o último estertor do dia.
A penúltima inspiração ruidosa como a que é percebida no sono profundo.
O antepenúltimo som proveniente dos pulmões que, percebido quando estou perto de ti.
Eu não quero desperdiçar, quando é preciso encontrar uma fórmula que disfarce o que, afinal, não consigo dizer.
Contudo preciso saber que o amor nem sempre é uma palavra de uso, aquela que permite a passagem à comunicação; mais exata de dois seres, a não ser que eu fale, de súbito, o sentido de amar, e que cada um de nós leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio ser, como se uma troca de almas fosse possível neste mundo encontrar você.
Subscrevo todo o meu compromisso de honra-la  sem pseudónimo, sem censurar o meu nome consuetudinário, por modéstia ou conveniência ocasional ou permanente, com ou sem real encobrimento de sua pessoa.
Escrevo para convidá- la nos lugares naturais ou em peças teatrais chamada: «Vem comigo!».
Escrevo estas linhas para dizer-te que muitas vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde, isto é, a porta dos lugares  tinha-se fechado até outro dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem sido pensadas.
No entanto, ao escrever-te para marcar
um novo encontro contigo, sei que é irremediável o que temos para dizer um ao outro: a confissão mais exata, que é também a mais absurda, de um sentimento; e, por trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia seguinte, como se o amor, de fato, pudesse mudar as cores do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nós vamos encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo
das pétalas de girassóis, o vermelho do sol, o marrom do cappuccino italiano, o branco das nuvens e o azul das águas que emana, dissipa um certo aroma de amor.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Guerra civil

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A guerra, em momentos, desfaz cidades e devasta as floras, milhares de homens válidos consome, afronta os céus, arrasa os monumentos, e vai, de aldeia a aldeia, a todos os países.
Entretanto no Brasil não aparece a expressão ‘guerra civil’.
Mas períodos, movimentos ou festas cívicas destas cidades.
Contudo a farroupilha festejo aproximadamente 3.400 mortos.
Encheram- se a Terra, encheram-se o Céu com seu hálito impuro, para incentivo de ódio ao coração humano, para semente negra às guerras porvindouras que pulverizaram apriscos e lavouras, templos em esplendor, vales em floração.
Guerra como a cabanagem que morreram 30 mil durante os cinco anos de combate.
Último doloroso anátema da Terra, último crime a guerra, último eclipse da alma e da
razão.
Porém é  contra mim que luto não tenho outro inimigo.
O que penso,
o que sinto,
o que digo,
e o que faço,
e que pede castigo.
E desespera a lança no meu braço as lembranças que ocorreram na guerra da Sabinada.
Os mais de 2 mil mortes durante essa revolta.
As mais de 3 mil revoltosos que foram presos e os líderes perseguidos e capturados pelas forças militares.
Absurda aliança de criança e de adulto.
O que sou é um insulto ao que não sou
e combato esse vulto que à traição me invadiu e me ocupou infeliz com loucura e sem loucura, peço à vida outra vida, outra aventura, outro incerto destino para respeitar os 12 mil sertanejos e escravos que morreram nos combates na guerra da Baianada.

sábado, 10 de novembro de 2018

Poema sobre o anarquismo

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O mundo que eu devo buscar é um mundo em que o espírito criador esteja vivo, e a vida seja uma aventura plena de alegria e esperança, baseada mais no impulso de construir do que no desejo de reter o que possuo ou tomar o que pertence aos outros.
Um mundo que sustenta a ideia de que a sociedade existe de forma independente e antagônica ao poder exercido pelo Estado, sendo este considerado dispensável e até mesmo nocivo ao estabelecimento de uma autêntica comunidade humana.
Um mundo por extensão sem ataque ou afronta à ordem social estabelecida ou aos costumes reinantes.
Deverá ser um mundo em que o afeto tenha livre ação, em que o amor esteja isento do instinto de domínio, em que a crueldade e a inveja tenham sido dissipadas pela felicidade e pelo livre desenvolvimento de todos os instintos que edificam a vida e a enchem de deleites mentais.
Um mundo em que finda o Estado; rejeite o poder estatal; rejeite o autoritarismo; critique ao capitalismo; critique às diferenças entre as classes sociais e econômicas;
Um mundo em que não nego a ordem social ou o desenvolvimento, mas sem a influência de um governo.
Onde eu possa valorizar as instituições econômicas e sociais que sejam formadas por membros voluntários; contra a monopolização da propriedade privada e pública; exigindo um grande senso ético das pessoas para que possa funcionar.
Tal mundo é possível; aguarda apenas que eu deseje criá-lo.
Por enquanto, o mundo em que vivo tem outros objetivos.
Mas ele passará, destruído pelo fogo de suas próprias paixões incandescentes, e, de suas cinzas, surgirá um mundo novo e mais jovem, repleto de fresca esperança, com a luz da manhã em meus olhos.
Agora, eu não sei e nem vocês sabem, o que faz as coisas acontecerem da maneira que acontecem?.
O que está subjacente à anarquia da sequência dos acontecimentos,
às incertezas, às contrariedades,
à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos?.
Ninguém sabe, professor Max.
Toda a gente sabe, é a invocação do lugar-comum e o inimigo da banalização da experiência, e o que se torna tão insuportável é a solenidade e a noção da autoridade que as pessoas sentem quando exprimem o lugar-comum.
O que nós sabemos é que, de um modo que não tem nada de lugar-comum, ninguém sabe coisa nenhuma.
Não podemos saber nada.
Mesmo as coisas que sabemos,
não as sabemos.
Intenção?.
Motivo?.
Consequência?.
Significado?.
É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos.
E mais espantoso ainda é o que passa por saber.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Poema sobre o fascismo

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O Fascismo feroz, o Comunismo que
falar muito sem dizer nada,fraudam iguais, zamzam loucamente por todo o globo.
Eles são nascidos abortados do novo Éon de Hórus.
A Liberdade novamente se remexe no útero do Tempo,a evolução faz suas mudanças de maneiras anti-Sociais.
O fascismo é uma ideologia política ultranacionalista e autoritária caracterizada por poder ditatorial, repressão da oposição por via da força e forte arregimentação da sociedade e da economia.
O homem 'Anormal' que prevê o curso dos tempos e adapta as circunstâncias inteligentemente, é gozado, perseguido, até mesmo destruído pelo rebanho; mas ele e seus herdeiros, quando a crise chega, são os sobreviventes.
O Fascismo é como o Comunismo, e desonesto nos negócios conseguidos por meios cavilosos.
Os ditadores reprimem toda arte, literatura, teatro, música, notícias, que não se encaixem em seus requerimentos; porém o mundo só se move pela luz do gênio, pelo célebres
dos séculos anteriores.
O rebanho será destruído em massa.
O estabelecimento da Lei de Thelema é a única forma de preservar a liberdade individual e assegurar o futuro da raça.
Políticos estão dizendo que as redes sociais estão atrasando o crescimento do Brasil.?.
Porquê tanta ignorância!.
Pois, não imaginam o tamanho da asneira que estão falando.
Se é isso mesmo que pensam estamos diante de um novo conceito de democracia no qual fica definitivamente eliminada a liberdade e a possibilidade de comunicação e troca de informação entre as pessoas.
Afirmação deduzida de uma verdade já demonstrada.
Só "podemos comunicar ou publicar aquilo que interessa a um determinado objetivo.
Isto é radicalismo político autoritário declarado!.
Não existe político no mundo que vai diminuir a maldade do ser humano, mas há aqueles que podem aumentá-la.
A internet se sai muito bem manipulando as pessoas e, em um País onde o analfabetismo funcional é alarmante, isso é muito perigoso para a democracia, abrindo caminho para o fascismo e oportunismo.
Entretanto os políticos precisam tratar o povo como trata uma mulher.
Porque a questão hoje em dia não é a: Xenofobia, Heterossexismo, Homofobia, Transfobia, Preconceito linguístico, Feminismo, Machismo, Sexismo, Etnocentrismo, Preconceito social, Racismo…
A questão hoje em dia é o VITIMISMO. Não importa quantas vezes você foi elogiado, aplaudido, homenageado, só importa divulgar quantas vezes você foi, de alguma forma, ofendido, oprimido, maltratado, abusado, discriminação, por quem tem sempre essa percepção sobre o que lhe acontece.


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Três anos de Mariana

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Aquelas pessoas não poderão entrar no mesmo rio duas vezes.
Eles nunca mais entraram no Rio Doce assim,doce.
Pois os impactos são irreversíveis.
Os efeitos deletérios se propagam em cadeia por longo tempo,
além de serem incalculáveis como a inominável cimentação do fundo do Rio Doce e de afluentes.
Indenizações têm que ser estimadas, mas não repõem múltiplas espécies de vida feridas de morte com ferro.
Ninguém poderá construir em seu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida,
ninguém exceto vós, somente vós mortos.
Naquele dia o rio morreu, ecologicamente.
Não existe mais nada,
não existe vida no rio;
primeiro morreu toda a fauna,
a flora está terminando de morrer nestes dias.
Essa tragédia me atingiu diretamente, atingiu- me porque eu sou um rio.
Agora eu sou um barro procurando inúmeras verdades, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-me do outro lado do rio;
mas isso me custaria a minha própria pessoa, eu me hipotecárias e me perderias num caminho por onde só eles poderão passar.
Por enquanto eu podereis lembrar das vítimas, do rio doce, que agora é amarga.
Amarga é a vida e os choros das pessoas.
Entre estatais, e multinacionais, o rio das pessoas e de pessoas morreu.
Agora o diálogo do poder e poderosos de Brasília é sobre a dívida interna, a dívida externa e a dívida eterna.
Eles não querem ratificar quantas toneladas exportaram de ferro?.
Quantos mortos retiram da lama? .
Quantas lágrimas disfarçaram sem berro?.
Não! . Nada disso importa para eles a não ser a importação.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

30 anos da Constituição Cidadã.

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Depois de ler a Constituição,
dá vontade de aplaudir esse país…
Pois, é objetivo fundamental promover
o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Se é objetivo, é missão!.
Não há previsão de não cumprir, de não seguir, de não conseguir.
Depois de ler a constituição,
dá vontade de homenagear esse país. . .
Pois, ela diz que somos todos iguais perante a lei.
Mas essa igualdade só vem quando o povo senta nos vasos  sanitários e fazem o mesmo que eles.
Depois de ler a Constituição,
dá vontade de entender esse país…
ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, só que a Lei Maior exige que o Poder Público e a coletividade
defendem e preservam o meio ambiente,
mas, como impor essa obrigação
se eles não estão sendo educados para isso?.
Depois de ler a Constituição, dá vontade de rir desse país…
O salário mínimo, capaz de atender
suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social
com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo.
Mas quanto é o salário mínimo?.
Depois de ler a Constituição, e saber
que a dignidade da pessoa humana
é fundamento da República Federativa do Brasil, dá vontade de morar nesse país…
Dá vontade de ir pra lá… mas onde será que fica essa República Federativa?.

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