segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os exames da economia

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Alguns ministros dizem que brasileiros em geral
Não estão nem aí para PIB, IPCA, Selic,
Carga tributária ou superávit primário.
É verdade, mas, quando se traduz isso para
Crescimento desacelerado, inflação, juros,
Impostos e gastos públicos em alta,
A coisa muda, a história é outra.
Quando se fala em energia, rodovias,
Portos, aeroportos e telecomunicações,
Por exemplo, qualquer um entende.
Quando tudo desanda, entra em cena
O presidente do Banco Central.
Ele age como aquele médico empenhado
Em manter dentro dos limites aceitáveis
Ou toleráveis todos os indicadores ou marcadores de saúde,
Como glicose e colesterol.
Quando o doutor Alexandre Tombini
Percebe que o hemograma da economia está
Sangrando por todos os lados,
O exemplo de um bom clínico ou especialista,
Ele receita a medicação adequada, que, no nosso caso,
É o aumento da dosagem de juros.
Em qualquer pronto socorro financeiro,
Sabe-se que nem o crescimento da infraestrutura
Pode negligenciar o controle da inflação,
Nem o controle da inflação pode impedir
O crescimento da infraestrutura.
A ideia de que essas responsabilidades devem
Ser tratadas separadamente,
Com prioridade aqui e detrimento ali,
Equivale a acreditar em duas emergências de causas perdidas:
Ou doutor cuida do colesterol e reza para o paciente não desenvolver diabetes.
Ou o doutor cuida da glicose e reza para o paciente não sofrer um infarto.

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