sábado, 21 de dezembro de 2024

O Natal de cada um

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Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas.
Assim, as datas são apenas datas,
e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós.
Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, no cristianismo, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação.
No entanto, alguns estudiosos e historiadores disseram que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.
Entretanto, o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século.
De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana,
e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a festividade da comunidade dos discípulos originais.
Por mais que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal embora Jesus possa ter nascido em outubro, mas sim um acontecimento existencial que tem seu inicio em nós quando cremos que Deus estava em Cristo, e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.
Que embora o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa, nem por isso ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação.
Isso porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas em si mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração.
Assim, que cada um tenha o Natal que em si mesmo tiver sido gerado!.
O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.
Do contrário, para mim não haveria natal, posto que um homem como eu já não encontra ilusões viáveis como o auto-engano para a existência.
Por isso digo: sem o meu natal de fé em Cristo, sobraria apenas o meu funeral de tristeza.
Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”.
Há quem o torne algo tão “exato” que não o celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”.
Há quem não o celebre por julgá-lo uma festa pagã.
E há também quem o denuncie como um certo “apóstolo” que, desejando “teologizar” disse que a Encarnação não é para ser celebrada, mas apenas a Ceia do Senhor.
E concluiu que quem celebra a Encarnação celebra o Primeiro Dia em vez de celebrar o Sétimo.
Assim, conclui ele, tal pessoa voltou atrás.
E isso tudo sem lembrar que João diz que todo espírito que não confessa a Encarnação não procede de Deus, pois é espírito do anticristo, o qual já está no mundo, e, segundo João, “procede do meio de nós”.
Sem Encarnação, Aquele que morreu e ressuscitou não poderia dizer: “Vede! Um espírito não tem carnes nem ossos, como vedes que eu tenho!”.
Sem começo, não há fim.
Portanto, tratando-se de Deus,
Alfa e Ômega são a mesma coisa, pois Aquele que é é, e nEle não se podem separar eventos que salvam e eventos que não salvam.
E isso por uma única razão é quem salva é Ele, e não pedaços dEle!.
Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História,
visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo.
Portanto, não há nada tão final quanto o próprio começo de tudo NEle.

A nossa rotina

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Lendo a parábola do assaltado na estrada de Jericó parece restar a opção de querer ser o samaritano, tamanha sua bondade e por tornarmos seu ato emblemático e venerável, quando atos assim deveria ser a nossa rotina.
A parábola do assaltado reflete nossos dias aqui na Missão Vida, cuidando de gente que ninguém mais quer por perto, nem a sociedade cristianizada.
A figura do samaritano foi plantada na história pela fina ironia do Senhor Jesus, em vez de um judeu comum surgir ali e salvar o dia, aparece um samaritano desprezível; nenhum outro grupo étnico era mais odiado pelos judeus que os samaritanos.
Eles odiavam os romanos, os edomitas, mas nada que se comparasse ao ódio que nutriam pelos vizinhos.
O padrão estipulado por Jesus para o serviço cristão, também traduzido por amar as pessoas é inalcançável para a nossa natureza afastada d’Ele; amar é agir, não é sentimento, nem a declaração verbal deste.
Passarei a minha vida declarando meu amor, mas se as minhas ações não refletem esse amor, sou mentiroso, meu amor é mentiroso, nem é amor; atitude clara de benefício ao outro sendo ele quem for, isso é amor prático.
Sendo o amor de Deus uma prática e não um sentimento, então fui capacitado para amar pessoas mesmo não as conhecendo,
mesmo não gostando dessas pessoas.
Deus ordena que eu ame meu semelhante, que seja favorável, atento às necessidades desse semelhante, e não leio em parte alguma que deva gostar de alguém pra só então ajudar.
A Bíblia, minha única regra de serviço social e vida espiritual não tem um versículo sequer dizendo: “Ajude a quem você ama”.
Se as pessoas que precisam da minha ajuda tiverem que esperar até que eu simpatize com elas, sinta algo bom por elas pra só então vesti-las, alimentá-las, cuidá-las enfim, morrerão todas à míngua.
A forma efetiva do amor de Deus é ajudar até mesmo o adversário, o amigo que traiu, o colega que afrontou, o líder que humilhou em público ou no privado.
Ele, Jesus, não manda sentir coisas boas pelas pessoas ao meu redor, manda que eu ame-as assim como amo minha própria carne,
e eu gosto pra dedéu de mim
o amor que aprendo com o Deus encarnado me leva a uma ação amorosa e gentil em favor de cada humano; desconhecido, resistente ou detestável.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Poema sobre o lado de dentro

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Venham a mim todos os que estais cansados, e oprimidos, e sobrecarregados, e acachapados, e Eu pessoalmente porque Sou vivo, porque não Sou uma idéia, porque não Sou um ensino, porque não Sou um conjunto filosófico, porque não Sou um sistema, porque não Sou uma mecânica, porque não Sou um encadeamento logíco a ser compreendido de ponta a ponta. 
Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados porque Eu vivo, Eu pessoa, Eu com a minha mão que entra em ti, Eu te aliviarei.
Eu em ti e Meu pai em nós nessa simbiose que não é uma trucagem mental, que é uma habitação do Cristo ressuscitado vivendo dentro de você; que te dar poder como Ele mesmo disse: ' Receberes poder a descer sobre vós o Espírito Santo '. 
A explosão existência contínua, o big bang eterno da graça de Deus em estado de produção de mundos e de mundos, de novas possibilidades, Eu em vocês a explosão da vida.
A viagem é dentro de você, mudando de lado; do lado da presunção do " Eu posso ", por lado da certeza quebrantado que diz:  ' eu entrego ' .
Não é um caminho fora, é um caminho dentro, é mudar para esse lugar onde está o berço eterno do Meu aconchego.
Não é mudar o lado de fora, é mudar o lado de dentro. 
Aonde Deus é pai, é galinha, é útero,  é placenta, é asa quente, é refúgio, é sombra do sol, é abrigo na tempestade, é acolhimento invisível e incomparável.
Por amor Ele tira o meu peso e me devolve como peso a graça de amar.
Que proposta horrenda para alguns, se fosse imolar doze touros, talvez alguém achasse fácil, se fosse deita em esquinas vários despachos, alguns achariam factível, se fosse pegar todo o seu dinheiro e colocase no gazofilácio alguns diriam que pelo menos tem uma sinalização prática.
Que proposta horrenda para alguns, e sabe para quem não acontece ?.
Somente para aquele que não crê que Ele está vivo!.
Porque o Jesus mestre, o Jesus filósofo, o Jesus líder de qualquer outra coisa, o Jesus proponente, o Jesus filosófico, não tem poder maior do que o de Sócrates, Platão, Zenão,  Epicuro, Tales de Mileto, nenhuma das figuras do passado, nem do presente e nem do nosso futuro, Ele não transcende a nenhum deles a menos que você diga: Eu sei que Ele rasgou a mortalha da morte de dentro pra fora e, está vivo hoje.





 

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Poema sobre a terceira guerra mundial

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Estou convencido de que se aproxima uma Terceira Guerra Mundial.
Ao contrário das anteriores,
o campo de batalha será todo o planeta e, pela primeira vez,
incluirá o território dos EUA;
por mais sofisticada que seja a tecnologia militar e a Inteligência Artificial que a suporta,
vão ser necessários soldados no terreno que irão morrer aos milhões, juntamente com populações civis inocentes.
Mais do que em qualquer guerra anterior; esses soldados serão os jovens e não os senhores da guerra, sejam eles os políticos que nunca submeterão a referendo a decisão de fazer a guerra, sejam os empresários e accionistas das empresas do complexo industrial-militar;
a única certeza  que temos sobre a guerra é que sabemos quando começa, mas não quando acaba;
a especificidade da Terceira Guerra Mundial é que, quando terminar todas as guerras terminam, estará em risco, pela primeira vez, não apenas a sobrevivência da espécie humana, mas a vida não humana do planeta.
É uma previsão distópica,
mas suficientemente realista para que proliferem hoje religiões centradas na ideia do apocalipse.
Eu sei que a maioria dos jovens, quando olha para o futuro, tem muito medo e pouca esperança.
Se quiserem ter mais esperança é preciso estarem preparados para enfrentar o medo  e os poderosos deste mundo que, aparentemente, deixaram de ter medo dos seus inimigos e vivem numa orgia de esperança.
Vista do Sul global, a Terceira Guerra Mundial já começou basta ter em mente o Iraque, Afeganistão, Líbia, Israel  e Siria.
Nos bastidores, países como França,  Polônia, Reino Unido, Lituânia, Suécia,  Finlândia e tantos outros,  estão querendo enfrentar a República federativa da Rússia. 
Quando falo da futura Terceira Guerra Mundial quero apenas significar que a escala da guerra existente vai aumentar exponencialmente e que ela atingirá também os países do Norte global para que algo se torne global, seja uma guerra ou uma pandemia.

sábado, 16 de novembro de 2024

דָּנִיֵּאל

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Entre jardins de jasmins e alfazema provençal onde o sol se descansa sua morada está.
Em seu cantinho de paz toda bondade se faz presente.
Não se confunda jamais nos canteiros e plantas onde o sol se descansa sua morada está.
Em seu cantinho de paz toda bondade se faz á todos que ali chegar.
Não se confunda jamais com a primeira impressão pode levar algum tempo pra conhecer  o coração.
E uma vez conhecido já não se é esquecido, pois torna parte de nós.
Esta alma tão bela semelhante a rouxinol com capricho adornado em flores de lavanda.
Pode chamar Daniele.
Pode chamar Dani.
Pode chamar Cristina. 
Pode chamar esperança.
Pode chamar o significado desse nome de: Deus é meu juiz e cristã.
Onde a primeira impressão pode levar algum tempo pra conhecer o coração.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Poema sobre os meus quatro anos de casados

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Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser jogar bola,
que jogue,
mas que lave o uniforme quando chegar.
Eu não.
A qualquer hora da tarde me levanto,
ajudo a torcer, a fibrar, a chorar e a gritar. 
É tão bom, só a gente sozinhos na sala,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “o time é horrível”
“o juiz está roubando na cara dura”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a sala como um rio profundo.
Por fim, os gols acabam acontecendo,
vamos dormir.
Coisas prateadas soam como bodas de flores e frutos: somos noivo e noiva, como se fosse a primeira vez. 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Caminho, verdade e vida

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Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; porém, a experiência Dele como Caminho, é no caminho; a experiência Dele como Verdade, acontece nas verdades do coração; e a experiência Dele como Vida, se realiza na existência que é vida e na vida que é existência; ou seja: no cotidiano.
Assim, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, mas só se O conhece desse modo, e pela fé, se nossa existência for consciente da Graça, e acontecer no caminho (indo…), na verdade (sendo…) e na vida (existindo).
Ou seja: a gente só conhece o Caminho no caminho, só conhece a Verdade em verdade, e só conhece a Vida se tiver coragem se ser e existir pela fé.
Ora, isto não é um manual de doutrinas, mas um ato de entrega e confiança, e que se renova em fé todos os dias, e que se nutre da Palavra que é dinamizada pelo Espírito.
Isto, todavia, não acontece num banco de escola dominical, mas sim nos bancos de ônibus, em filas de espera, em encantamentos e desencantamentos, em aprendizados e tribulações; em amores e perdas; em conquistas e fracassos; em medos e superações; em virtudes que se seguem de desvirtudes.
Ou seja: tais realidades maiores do Caminho, Verdade e Vida que é e são Jesus, são construídas dentro das realidades menores de nossos pequenos caminhos, verdades e vidas, em Jesus, e conforme vivemos.
A “igreja” nunca entendeu isto! Jamais!.
Mesmo que eles vejam Jesus mandar o Gadareno para casa sem controle humano; ou que percebam como Jesus não mandou que alguém seguisse o Centurião da Fé, ou a mulher Siro-Fenícia para ver se eles não se “desviavam da fé”; ou que saibam que o Espírito Santo é promessa de Jesus para cada um de nós, e não apenas para os que “controlam os demais” que no nosso caso são os pastores, os bispos e os apóstolos feitos nas linhas de produção da indústria evangélica; ou que creiam e até ensinem que Jesus mandou que “fôsemos”, não que “ficássemos”…; e que “indo… fizéssemos discípulos”,ainda assim eles insistem em que alguém que não esteja sob seus “cobertores de discipulado conjugal”, em razão de sua própria maturidade de consciência, é um “desviado”.
A única “reunião” boa e sadia de qualquer coisa que se chame igreja, é aquela que acontece como resultado de cada um estar andando com Jesus no caminho, na verdade e na vida, com as próprias pernas e em crescimento da consciência; e que vêm tais pessoas ao “ajuntamento” para encontrar os irmãos e para adorarem juntos, Aquele a Quem eles adoram no secreto também.
Do contrário, é o ajuntamento dos culpados e paralizados, e que vão à “casa de Deus” como quem vai a uma “cachoeira encantada”; ou ao “fisco espiritual”; ou a um “lugar de poder” de uma tribo indigna.
A perplexidade da “igreja” é que ela já percebeu que seu “modelo” está morto e sepultado; e não sabe o que fazer em contrário.
Já apelaram para tudo.
Já se vestiram de “Carmem Miranda”, e já “rodaram todas as baianas”… Mas sabem que somente as almas pedradas conseguiram e conseguirão ficar nela; ou somente os incautos em fase de auto-engano-piedoso é que ainda podem ficar paralisados em seus bancos de penitêcia.
Ou seja: ou a “igreja” se rende, e depõe as armas; ou ela vai ficar “igreja” para sempre.
Mas o Caminho do Reino não se deterá nela.
Eu, pessoalmente, creio que uma aqui… outra ali… as consciências vão se acendendo.
Mas, como um todo, não creio que o “Templo de Jerusalém” se converta ao Evangelho do Reino.
Eles jamais renunciaram ao poder.
Por que renunciarão agora?.
Pelo contrário, eles se armam, e, com todas as forças, tentam segurar os seus lugares, ao invés de dizerem: “Convém que Ele cresça; e que eu (igreja, doutrinas, dogmas, pastores, etc…) diminua”.
E mais: enquanto o Templo de Jerusalém estava erguido (ano 70 d.c.) a maioria dos apóstolos continuavam a ter aquele lugar como “lugar santo”, e somente Paulo já dele estava liberto desde sempre.
Somente a destruição do Templo acabou por “espalhar” de vez a igreja, o que era ordem de Jesus desde o início.
Templos de religiosos são Lugares de Poder.
São Potestades.
São Entes maiores que o homem!.
Jesus, todavia, não só é o Caminho, mas é do caminho.
Foi assim que ele existiu entre nós. Este é também um essencial legado existencial do Evangelho!.
Assim, convém que o Evangelho faça seu próprio Caminho, e que a “igreja” tenha ciúmes; pois, pode ser que assim, pela via dos “ciúmes” (Rm 9 e 10), ela venha lembrar-se que é apenas “oliveira brava”, e que foi “enxertada” pelas misericórdias de Deus numa história de Graça da qual todos nós estávamos alienados.
E saiba: o Caminho da Graça não é uma coisa-lugar; antes é uma mensagem, é um espírito, é um entendimento, é um modo de ser, é uma busca permanente de viver o Caminho, no caminho; a Verdade, na verdade; e a Vida, na vida-existência de cada um de nós.
Nesse caso, o caminho vai conforme você anda com Jesus, no Caminho!. embora isto só aconteça no caminho humano de cada um de nós.
Todavia, em breve, como já tenho dito, estaremos podendo, pela Graça de Deus, ajudar a muitos e muitos, que, à sua semelhança, gostariam de ter um ponto de contato e de comunhão com muitos outros que já discerniram qual é o espírito do Evangelho de Jesus. 

sábado, 9 de novembro de 2024

Resumo do filme: Estranha obsessão

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O filme parece bastante confuso, mas é claro em sua mensagem.
Tom Richs é um escritor norte-americano, que se muda para Paris, para se aproximar de sua filha. 
Já em Paris, depois de ser roubado, se hospeda em um hotel barato.
Ao ir a uma livraria, é convidado para uma festa, onde conhece uma viúva, tradutora de livros ao qual mantém um romance no hotel, com uma linda polonesa.
Quando seu vizinho de quarto é assassinado, ele torna-se suspeito, e é levado à delegacia.
Como álibi, afirma que estava na casa da viúva.
Mas, quando o policial vai até o endereço, os policiais descobrem que ela cometeu suicídio em 1991.
O filme retrata claramente a obsessão de um pai pela filha. 
Por ser esquizofrênico, desenvolveu em sua mente uma história que preservasse sua integridade psíquica. 
A viúva, que existe somente em seu pensamento, representa um outro eu inconsciente que se revela através de múltiplas identidades, que  o protegerá de sua estranha obsessão. 
A polonesa, que ele mantém um romance, na verdade, é sua própria filha.
Mas esse fato só fica claro no final do filme, quando ela recebe uma carta escrita: " com amor, papai".
A carta estava endereçada a casa onde sua mulher morava.
O que está por trás da história, é  o fato de Tom Richs ser afastado da criança por ter cometido abuso sexual.
Mas isto não fica claro no filme.
É preciso manter a atenção nas palavras e nos simbolismos.
A passagem mais contundente desse fato é o desaparecimento da filha. 
Ela é encontrada pela polícia saindo de um bosque, cambaleante, andando com às pernas abertas. 
Foi quando ocorreu o abuso ou os abusos. 
É nessa passagem do filme que aparece o conteúdo da carta: " Não fique triste se nós nunca mais nos encontrarmos novamente Chloé.
Para protegê-la, de verdade, preciso protegê-la da escuridão dentro de mim.
Mas a parte boa de mim estará ao seu lado todos os dias.
E nós sempre veremos o mundo com os mesmos olhos ".
Mas que resumidamente é o nome do filme, uma estranha obsessão que Tom Richs tem pela filha. 
Tudo em volta dele resumia somente na filha. 
A viagem a Paris, os olhares que ele tinha sobre ela, as suas observações escondidas no colégio em que ela estudava e as palavras que ele usava nas longas cartas que escrevia somente para a menina. 
Nada é ninguém tinha em sua mente a não ser a sua filha. 
Ele nunca pensou além da menina, ele criou em sua mente doente uma filha-mulher, seu apego exagerado a um sentimento desarrazoada, sua história, seu romance irracional, sua obsessão estranha, sua vida na floresta vivida como os animais.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Poema sobre uma guerra fratricida

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O que você está assistindo em Gaza é uma guerra fratricida.
O que você está assistindo agora no Líbano é ataque fratricida. 
Toda guerra entre Judeus e Árabes foi conflito fratricida. 
Mas às pessoas resolveram cultuar Israel, porque Israel foi transformado em desde 1948 no principal sinal escatológico definidor da volta do Messias.
Então tanto faz o que Israel faça, ele pode dizer  que à  um diabo coletivo, como governante que sejam piores do que o pior rei de Israel, que é o rei Manassés do passado, um demônio na realeza.
Para as pessoas tanto faz, Israel tem permissão para matar, roubar e destruir a vontade.
O próprio Jesus disse que Israel mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda!.
E é só às pessoas começarem a pensarem que já é totalmente anti-evangelho eles se matarem.
Já é anti-evangelho aquele que mata o próprio irmão ou irmã, aquele que é responsável pela morte de indivíduo compatrícios, com o qual tem relação fraternal.
No entanto, muitas pessoas preferem idolatrar Israel do que perceberem que essa guerra ou conflito armado em que os habitantes de um mesmo país ou os membros de um mesmo povo estão matando uns aos outros.





sábado, 26 de outubro de 2024

Poema sobre Paulo

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Paulo era um ser arrogante antes.
Por isto ele se tornou tão humildemente confiante.
Ele não tinha nenhum problema para entender nada.
O problema dele era se fazer entender, Pedro que o diga e nós também.
Sua maior angustia histórica foi não ter andado com Jesus, nascido fora de tempo e ter entendido a mensagem melhor que os demais.
Homem nenhum me ensinou, dizia ele.
Foi-me dado por revelação do Senhor, garantia ele.
Ele cria que a Revelação era Cristo.
Cria que a Palavra se encarnara.
Em Jesus tudo subsistia!.
Daí ter relido todo o Velho Testamento que ele conhecia como poucos com olhos diferentes.
Paulo lia a Escritura a partir de Jesus.
Não Jesus a partir da Escritura.
Seu encontro com Jesus na estrada e as revelações subseqüentes o fizeram entrar num plano de intimidade com Deus em fé, que os demais não possuíam com aquela consciência.
Os outros tinham visto tudo e não tinham ainda enxergado o tanto que Paulo via.
Paulo era a prova de que a Revelação era livre.
Negar isto para ele seria como negar a sua própria história.
A sua eleição para ser quem era, tornara-se algo tão forte que ele se trata como Deus trata a Jeremias quanto àquele que me escolheu ainda no ventre de minha mãe, e fala disso sem pensar nos antigos como gente com quem Deus tratava diferente.
Para ele era uma só fé.
Abraão e nós éramos irmãos.
A ruptura era apenas porque os judeus perseguiam a fé.
Do contrário, não haveria necessidade de uma dilaceração na continuidade histórica.
O que ele não aceitava e dizia que essa era a gloria dos gentios em seu ministério era que os judeus oprimissem os gentios com seus legalismos, cerimonialismos e sacralização cultural.
A circuncisão, para ele, era no coração.
A Graça era favor imerecido.
Todos pecaram igualmente.
Sem Jesus não haveria nenhuma forma de salvação.
A obediência a Deus teria que ser fruto do amor grato.
Com orações e gratidão a vida toda ficava limpa para ele.
Paulo podia tudo.
Só não fazia o que fazia mal a ele e ou ao próximo.
Tudo era licito para ele.
Os demônios haviam sido esvaziados de seu poder pela cruz de Jesus.
O escrito de dívidas que havia contra todos tinha sido encravado na Cruz.
Dons eram ótimos, mas nada havia a ser comparado ao amor.
A vitória contra a carne só aconteceria se a alma se pacificasse no amor de Cristo e se inclinasse para o Espírito da Graça.
Condenação para quem está em Cristo?.
Nenhuma!.
Medo?.
De quê?.
A Morte é vossa!.
Diria ele.
Medo de viver?.
O viver é Cristo!.
Garantia ele.
Absurdo?.
Que absurdos?.
Coisas incompreensíveis?.
Quais?.
Todas as coisas cooperam para o bem.
Uma receita de poder?.
Algum segredo?.
Não!.
O Espírito é quem sabe das coisas.
Ele intercede pelos santos.
A Natureza?.
Tinha valor para ele?.
Ora, ele ouvia os gemidos da criação!.
Anela pela reconciliação de tudo e todos em Cristo.
O fato é que Paulo tinha nas referências dos Universais nos quais cria e chamava de Evangelho da Graça ilimitado de sua visão da vida seus aplicativos é que limitavam ao momento e aos costumes históricos.
O que era simbolizador de uma consciência boa para com Deus, ele deixava ficar, não importando a forma; se, todavia, o Universal tivesse uma intercessão negativa com a cultura, o Princípio Universal jamais seria negociado.
Daí ele ser alguém em constante processo de aculturação, fazendo-se de sábios para com os sábios e de tolo para com os estultos tudo para ganhar alguns para Cristo.
Mas o fato é que ele via muito mais distante do que dava para admitir por qualquer de seus contemporâneos.
Já era um problema para ele incluir os gentios que cressem na Palavra na Oliveira Histórica da Graça, quanto mais afirmar que um dia todas as coisas se reconciliariam com Deus?.


sábado, 7 de setembro de 2024

Um Brasil em Gaza

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Eu nasci sob escombros, dormi ao som de bombardeios , explorei os subterrâneos e cativei os meus desejos.
Há em meu peito ferido uma parte de Gaza que arde e flameja sorrindo ao mesmo tempo que sara.
Ouvi tiros ao acordar, ouvi gritos antes de dormir.
Eu vi o sol ao deitar esqueci da lua quando me vi.
Há cem olhos em Gaza que me observam sem eu os ver.
Há mil bocas em Gaza que hoje não tem o que comer.
Senti o peso do concreto, senti a poeira em meus pulmões.
Em minha casa o céu é o teto agarrei o ar com as minhas mãos.
Dormi ao som dos bombardeios, dormi ao som dos gritos abafados
Vi a noite se transformar em dia com bolas de fogo incendiando o mar a chuva branca queimou a pele.
Não vejo estrelas por aqui o céu se tornou meu horizonte sob o cárcere aberto eu resisti.
Não há mais olhos em Gaza, não há mais bocas famintas para alimentar, não há sonhos incontestáveis, não há mais ar para respirar.
Embora eu tente eu não consigo; não consigo desacreditar.
Eu acredito no que vejo e o que vejo não dá para ignorar.
Enquanto dormia milhares morriam, enquanto dançava milhares choravam, enquanto sorria milhares sentiam a dor do ódio e da raiva de Gaza.
Há um Brasil em Gaza que não me deixa esquecer.
O sonho de uma menina que não pode viver para o ter.
Há um Brasil em Gaza  sob os escombros de Rafah,  sob o cerco da morte do terror e da sorte.
Há um Brasil em Gaza  que não é escrito com Z, que conhece a guerra  e desde de criança  é  ensinado a combater caso queira viver.
Há um Brasil em Gaza que conhece a dor e a miséria, a sede e a fome  e uma vida sem tréguas.
Há um Brasil em Gaza que perdeu a vida antes de nascer, que viveu para ver seus filhos morrer, que morreu sem ter aonde se esconder.
Há um Brasil em Gaza que grita de dor na escuridão, que sonha com bombardeios mas não tem medo do trovão.
Mas há um Brasil em Gaza daqueles que no útero resistem, daqueles que perto da morte insistem.
E teimosos que são não desistem que não tem medo, não tem medo de morrer.
Se a vida é a única coisa que lhes resta o caminho da vida é lutar para sobreviver.
Há um Brasil em Gaza que enfrenta a fome e a dor, que encontra na guerra o calor.
E só sente frio quando a vida se esvai.
Há um Brasil em Gaza de olhos semicerrados com a Shemagh no rosto e com o fuzil sob túneis e buracos.
Há dois Brasis e há milhares de Gazas, há uma Gaza no Brasil na vida de cada favelado que tem no sangue marcado, que o teu destino não é ser mais um executado.
Há uma Gaza no Brasil que ensina desde cedo a não aceitar, que injustiça se cobra em vida, e não vamos morrer sem o troco dar 
Israel, Imperialismo.
Senhores da guerra conhecerão o inferno e viverão nele seus últimos dias, sentirão na pele a fúria de gerações que serão vingadas.
Sentirão o ódio encarnado em cada criança oprimida.
Gaza enterrará seus últimos filhos, a Jihad é luta e também vingança.
E em cada Gaza no mundo brotarão os combatentes mais aguerridos.
Em cada menina palestina virá a fúria que te arrancarão as entranhas.
Não é para ser bonito, não é para ter métrica 
Os poemas escritos por Gaza são odes à guerra sagrada pela liberdade eterna.
Não é para ser um gemido, tampouco somente um grito que de Gaza a luta e a resistência.
Arranque os grilhões de cada oprimido.

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